Cozinheira que há cinco anos espera para ser contemplada com casa da Cohagra, se diz cansada e sem condições de aguardar e, por isso, invadiu uma residência, ainda inacabada
Cozinheira que há cinco anos espera para ser contemplada com uma casa da Cohagra, se diz cansada e sem condições de aguardar e, por isso, invadiu uma residência, ainda inacabada, no residencial Parque das Gameleiras, construído com o objetivo de atender famílias de baixa renda residentes em áreas de risco.
Célia Maria de Souza, 43 anos, alegou não ter mais condições de pagar aluguel. Segundo ela, uma cirurgia de catarata fez com que suas economias, de pouco mais de R$ 2 mil fossem gastas. “Fiquei dois meses sem pagar o aluguel e a proprietária me pediu a casa. Não tenho condição de fazer nada, por isso invadi. Só quero que mostrem onde será a minha casa, pois aí eu vou para lá. Não nasci com água e luz, depois eu consigo isso”, disse, referindo-se ao fato de que a Cemig ainda não terminou o trabalho de energização e construção da rede no bairro, o que impossibilita a entrega das chaves dos 52 imóveis aos contemplados. “Não entregam logo as casas. A Cemig diz que a culpa é da prefeitura, e vice-versa. Nesse meio tempo, quem sofre é o povo”, completou.
De acordo com Célia, no sábado passado (16), ela chegou a ser conduzida à delegacia de polícia por ter invadido a residência. Na ocasião, ela alegou que o diretor Jurídico e Social da Cohagra, Ronaldo Cunha Reis, ameaçou excluí-la do programa. “Acho estranho, pois estou há cinco anos tentando resolver isso. Agora, porque invadi a casa, eles apareceram aqui em meia hora para resolver a situação. Certamente, estou em uma casa que não é minha. É de outra família que precisa tanto quanto eu. Mas, estou sem teto. Por isso, quero que me falem onde ficará a minha casa para que eu possa desocupar essa daqui. Na rua não posso ficar”, desabafou.