CIDADE

Carta aberta explica protestos e ocupação de prédio da UFTM

Após os acontecimentos da última semana, alunos do movimento estudantil organizado na UFTM estão divulgando uma carta aberta

Thassiana Macedo
Publicado em 22/04/2014 às 18:51Atualizado em 19/12/2022 às 08:04
Compartilhar

Após os acontecimentos da última semana, alunos do movimento estudantil organizado na Universidade Federal do Triângulo Mineiro estão divulgando uma carta aberta à comunidade da UFTM e à população de Uberaba. O objetivo é esclarecer o que tem motivado os estudantes da instituição a protestar, tanto dentro do prédio do Centro Educacional (CE) quanto na porta da casa do reitor Virmondes Rodrigues Junior.

De acordo com a carta, a qual o Jornal da Manhã teve acesso, a UFTM “há anos vem enfrentando um grave processo de precarização materializado na falta de professores, políticas de permanência estudantil ineficientes, infraestrutura insuficiente para a consolidação dos cursos abertos pelo Reuni, entre outros problemas, os quais prejudicam não apenas o corpo discente, mas toda a comunidade, inclusive os usuários do Hospital de Clínicas. Faltam até mesmo materiais básicos, como gazes ou sabonete para dar banho nos pacientes. Não está descartada a possibilidade de que alguns cursos paralisem suas atividades nos próximos semestres pelas péssimas condições de funcionamento, inclusive com prejuízo na formatura dos estudantes”, destaca o documento.

O movimento alerta para o projeto de expansão da universidade para Araxá e Iturama, já em andamento. “Não somos contrários à instalação de campi nestas cidades, mas entendemos que se os problemas que assolam a UFTM em Uberaba não forem resolvidos antes da expansão pretendida, os novos campi enfrentarão problemas iguais ou piores”, declara, citando a assinatura com a Ebserh como outro problema da instituição.

Movimento destaca que a ocupação do CE foi a única ação que trouxe conquistas, como quanto a sede do DCE, a deliberação favorável do Conselho Universitário à transferência de 35 vagas de docentes dos campi de Araxá e Iturama para Uberaba e uma reunião com representantes do MEC em Brasília em 20 de fevereiro, cuja decisão foi negada pela pasta.

Com relação à reunião do Conselho Universitário, a carta esclarece que “não há nada no Regimento Geral da UFTM que permita a retirada de assinaturas dos conselheiros depois de convocada a reunião ou que essa retirada resultaria no cancelamento desta. O reitor poderia, perfeitamente, manter a reunião, com a garantia aos estudantes de exporem suas razões”. O movimento afirma ainda que não houve nova ocupação do CE, mas apenas uma vigília na véspera da reunião para exigir que ela fosse realizada.

Quanto à ideia de que o movimento “é motivado por interesses nas eleições para a reitoria e manipulado por grupos que se opõem à atual gestão, isso é um verdadeiro absurdo”. ​​A carta também menciona repúdio à criminalização do movimento estudantil, com perseguição e processo contra alunos. “A Reitoria encaminhou nomes de alguns estudantes à Polícia Federal e à Justiça Federal, como se os mesmos houvessem praticado depredação do patrimônio público ou desobedecido ordem judicial. Os nomes enviados são os de estudantes que têm questionado as opções da direção da Universidade e cobrado solução efetiva dos problemas. Finalizamos, exigindo a imediata convocação de nova reunião do Consu, para debater pautas e reivindicações do Movimento Estudantil”, completa a carta.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por