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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL Uberaba) manifestou apoio ao manifesto da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), que defende estabilidade institucional, segurança jurídica e respeito à Constituição. O posicionamento foi divulgado pelo presidente da entidade, Lourival Ferreira da Costa, nesta quinta-feira (10), com críticas aos impactos da insegurança jurídica sobre investimentos, crédito e geração de empregos.
A CDL é uma entidade representativa dos lojistas de Uberaba, que atua na defesa dos interesses do comércio e na promoção do desenvolvimento do setor. A UNECS, criada em 2014, reúne oito entidades nacionais do comércio e serviços, entre elas a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), à qual a CDL Uberaba é filiada. O grupo representa segmentos como varejo, supermercados, restaurantes, shopping centers e materiais de construção.
No manifesto, a UNECS expressa preocupação com o agravamento da instabilidade institucional no país, incluindo episódios relacionados à governança e à condução de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento sustenta que a insegurança jurídica compromete a confiança no ambiente de negócios, retrai investimentos e encarece o crédito. A entidade também defende a independência e a harmonia entre os Poderes, além da observância da Constituição e do devido processo legal.
Para Lourival, a manifestação não está vinculada a partidos ou governos, mas à defesa de condições para o funcionamento da economia. “A CDL Uberaba se alinha integralmente à UNECS. Não se trata de bandeira política ou de governo. Sem previsibilidade, sem freios e contrapesos e sem segurança jurídica, não há crédito barato, não há investimento e não há geração de emprego. O varejo de Uberaba, como todo o comércio brasileiro, precisa de instituições estáveis e de um Judiciário com credibilidade absoluta. Por isso, defendemos uma resposta institucional célere, pública e transparente por parte do Plenário do Supremo, com total observância do devido processo legal”, afirma. O manifesto conclui que instituições previsíveis e segurança jurídica são condições para o crescimento socioeconômico do Brasil.