Moradores do Beija-Flor 2 continuam revoltados com o descaso dos órgãos públicos em relação ao descarte de lixo de maneira irregular em terreno. Cemig afirma não ser proprietária da área
Moradores do bairro Beija-Flor 2 continuam revoltados com o descaso dos órgãos públicos em relação ao descarte de lixo de maneira irregular em terreno. Cemig afirma não ser proprietária da área e diz que não há acordo para que a companhia revitalize o local.
Para chamar atenção, no último dia 15, feriado pelo Dia da Proclamação da República, a população colocou fogo em pedaços de madeira e pneus na avenida José Benedito da Silva Campos, onde o terreno está localizado.
De acordo com nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Cemig, a companhia esclarece que possui apenas a servidão de passagem na área localizada sob a linha de transmissão de energia elétrica, portanto não é a proprietária do imóvel. “O uso da área inserida na faixa de segurança da linha de energia elétrica é compartilhado entre a concessionária e o proprietário do imóvel, porém a posse e as responsabilidades inerentes à respectiva área são de seu proprietário. A empresa esclarece ainda que sua responsabilidade restringe-se à supressão de vegetação que venha a impedir a inspeção e manutenção da linha e não a limpeza geral da área, que cabe ao proprietário do imóvel”, informa a Cemig.
O caso foi encaminhado à Promotoria de Justiça do Cidadão, Especializada na Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural de Uberaba, pelo vereador João Gilberto Ripposati. No requerimento, aprovado em setembro deste ano, ele pede providências junto à Prefeitura para dar solução ao problema do lixão naquele bairro.
Ripposati argumenta que o lixão traz inúmeros problemas à população, que geram riscos à saúde e à segurança da comunidade. Depois que o local se tornou alvo de descarte, passou a aparecer animais peçonhentos e houve a proliferação do mosquito da dengue. No entanto, em virtude de uma licença médica da promotora de Justiça Claudine Lara Aurélio Betarello, a demanda ainda não recebeu nenhum parecer do Ministério Público.