A discussão em torno da produção e comercialização do queijo Minas artesanal continua sem consenso
A discussão em torno da produção e comercialização do queijo Minas artesanal continua sem consenso. Para o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, José Humberto Guimarães, após adoção de medidas para a comercialização do produto, assim como a sua certificação, houve registro de aumento nas vendas. No entanto, os comerciantes da cidade revelam o contrário.
Segundo o secretário, os comerciantes que estão certificando o produto junto à secretaria estão vendendo muito mais. “Está tudo sendo feito de acordo com as normas e eles estão vendendo muito mais”, enfatiza.
Raquel Gomes da Silva, gerente em uma banca no Mercado Municipal, explica que os clientes estão substituindo o queijo Minas frescal pelo queijo Minas meia cura “porque é um queijo que não está embalado". Os clientes alegam que quando o queijo vai para a geladeira e é embalado, existe uma alteração no sabor. Ele fica mais ácido, conta. Entretanto, sobre o crescimento nas vendas, ela não soube quantificar, mas sente a alta na procura pelo produto.
Esta alteração de comportamento entre os clientes também foi identificada em outra banca. “A venda do queijo Minas fresco teve uma queda, mas o meia cura teve alta, por ser certificado e desembalado. Os consumidores gostam de ver o queijo desembalado e respirando. Então, houve esta alteração”, relata o permissionário do Mercado, Ednei Eduardo Silva.