Ocorrência de chuva após período de seca traz preocupações à Secretaria de Saúde com relação à dengue, apesar dos trabalhos de combate ao mosquito transmissor não ter parado
Ocorrência de chuva após período de seca traz preocupações à Secretaria Municipal de Saúde com relação à dengue. Apesar dos trabalhos de combate ao mosquito transmissor da doença não ter parado, mesmo depois da epidemia, o secretário Fahim Sawan conclama os uberabenses para que façam o seu papel, impedindo o acúmulo de água. A intenção é evitar que a situação se repita no ano que vem, e o número de casos de dengue seja menor.
De acordo com o secretário de Saúde, mesmo com o inverno e o tempo seco, as atividades dos agentes da Zoonoses não pararam, inclusive existem hoje 877 pontos monitorados em vários locais da cidade para detectar a infestação do mosquito Aedes aegypti antes que apareçam os primeiros casos de dengue. “Apesar de a chuva ser um sinal de alegria, diminuir os problemas respiratórios, também pode trazer preocupações, por isto, nesse momento, quero pedir à população para que não deixe água parada, pois é o local propício para a proliferação do mosquito”, explica Fahim.
O secretário conclama a todos para que façam uma vistoria no quintal, analise se em algum ponto existe água parada, como em uma simples tampinha de refrigerante, no bebedouro do animal, nos vasos, garrafas, latas, pneus, em um brinquedo e se a tampa da caixa d’água está bem fechada. O secretário alerta também para que não se esqueçam das calhas, pois, apesar de existir alguns métodos químicos para matar as larvas, no caso das calhas o veneno não consegue atingir a parte superior das casas. Por isso, é importante fazer essa vistoria, ainda mais pelo fato de Uberaba ter muitos imóveis antigos. Ele lembra também dos banheiros de fundo de quintal, mas que não são usados com frequência.
O secretário explica ainda que o ovo do mosquito da dengue fica até dois anos seco, e com a água, combinada com o calor, que deverá voltar, pode eclodir e surgir novos mosquitos. Ele chama os moradores para que atuem como agentes sanitários de suas próprias casas. “Vamos tentar agir antes, para que não surja uma nova epidemia”, finaliza o secretário de Saúde.