O auxiliar de eletricista Thynton Trolesi Santana estava sentindo dor no corpo, de cabeça e febre durante a noite de domingo. Preocupado, foi até a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Abadia. Por volta das 7h20 desta segunda-feira, o auxiliar realizou a triagem e recebeu a classificação azul. No entanto, por volta das 12h35 – cerca de cinco horas – e sem atendimento, ele entrou em contato com o Jornal da Manhã para reclamar da situação.
De acordo com Thynton, na fila de espera havia outras pessoas que também não foram atendidas. “Eu perguntei quando seria atendido e ninguém soube me falar. Tinha outras pessoas que chegaram mais cedo do que eu, e também não foram atendidas”, contou.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Saúde, a UPA Abadia recebeu muitos casos de urgência e emergência – na classificação de risco como vermelho e amarelo – encaminhados pelo Samu e Corpo de Bombeiros. De acordo com a SMS, a prioridade nas UPAs é para casos de urgência e emergência, não a ordem de chegada.
As pessoas classificadas como azul – não urgente - e verde – pouco urgente – podem aguardar o atendimento no local ou têm a opção de serem encaminhadas para a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.
O paciente Trynton Trolesi Santana que passou pelo acolhimento e foi classificado como azul, ou seja, não urgente, foi informado da espera devido a prioridade à urgência e emergência. Segundo a nota da Secretaria, ele preferiu aguardar na UPA. No período da tarde foi reavaliado e classificado como verde, considerado pouco urgente.
A Secretaria ainda reforça que o acolhimento é feito por equipe de enfermagem devidamente capacitada e com toda a competência técnica para realizar a classificação de risco com base em critérios clínicos.