Moradores da rua Antônio Pedro Naves, no bairro Mercês, receberam ontem a visita de engenheiros do Codau que somente agora avisaram sobre o início de obra no local, que começará hoje, a partir de 7h, e deverá durar 10 dias. A obra para colocação de novos bueiros impedirá totalmente a entrada e saída de veículos das garagens, o que incomoda a população.
José Antônio Neto, morador do edifício Cerradão, cuja entrada para a garagem fica na rua que será interditada, conta que a rua possui dois bueiros que só enchem quando chove. Porém, ele reclama que os engenheiros trataram os moradores, entre eles muitos idosos, com descaso e ironia, dizendo que o problema da segurança no estacionamento dos carros não é do Codau. “Fui conversar com o engenheiro, um tal de Márcio, e Tereza, a gerente de obras do Codau, e eles me disseram que iam alugar um estacionamento na Leopoldino de Oliveira. Mas é coberto? Não. Tem portão eletrônico? Não. Tem vigia? Não. Como eles querem que eu deixe um patrimônio meu, pois moro em um prédio com garagem coberta e segura, porque o Codau quer? E se estiver chovendo? E se alguém arrombar meu carro no estacionamento sem vigia? A resposta que recebi é que o problema é meu. Lá eu terei que descer do carro no meio da Leopoldino para a abrir o portão e se chegar de madrugada, ainda corremos o risco de ser assaltados”, afirma.
Em nota, o Codau afirma que a comunicação sobre o reinício das obras na avenida Leopoldino de Oliveira começou dia 17 de fevereiro, por vários meios. “No caso da rua Antônio Pedro Naves, a equipe da Unidade de Gerenciamento de Projetos (UGP) fez um ofício para cada morador informando sobre o início da obra naquele trecho a partir desta quinta-feira (28). Será preciso interditar o trecho entre a rua Afonso Rato até a Leopoldino de Oliveira, pois será construída uma nova galeria de água pluvial e novas bocas de lobo, ampliando o sistema de captação de água da rua. O trecho inicial ficará interditado completamente por 20 dias.”
A UGP disponibilizou terreno na mesma rua da obra, entre a Leopoldino e a Governador Valadares. “Os moradores que necessitarem de garagem receberão chaves do terreno para guardar os veículos. A área foi limpa, recebeu brita e é fechado. Em atendimento às demandas dos moradores, o Codau irá disponibilizar um guarda-noturno para vigiar o local.”
O presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, reforça que a administração sabe que a macrodrenagem causa muitos incômodos para a cidade. “Mesmo que o planejamento das obras seja feito com a maior eficiência possível, sabemos que elas ainda causam transtornos à população e por isso mesmo tentamos fazer todos os esforços para minimizar o impacto, agilizar o andamento e, sobretudo, sempre pedimos desculpas por isso”, afirma. A nota reforça ainda que não houve atrito ou falta de educação por parte da equipe da UGP com os moradores.