CIDADE

Colégio impede adolescente de frequentar aulas com cabelo azul

O fato causou revolta em pais de alunos e estudantes, que interpretaram a situação como preconceito por parte da instituição

Publicado em 16/02/2012 às 09:08Atualizado em 17/12/2022 às 08:26
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Adolescente de 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio, foi convidada a se retirar do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira por ter pintado o cabelo de azul. O fato causou revolta em pais de alunos e estudantes, que interpretaram a situação como preconceito por parte da instituição de ensino. O assunto foi um dos mais comentados nas redes sociais. Além disto, inúmeros e-mails foram enviados à redação do Jornal da Manhã com manifestações de repúdio à atitude da escola e de apoio à estudante.

De acordo com relatos da menor I.J.D., ela e outra colega, que tem o cabelo rapado do lado, foram chamadas no último dia 13 na diretoria do colégio, onde o diretor, professor Danival Roberto Alves, disse que as alunas não enquadravam no regulamento interno do colégio e que tinham até o dia seguinte para adotar as normas ou poderiam se sentir à vontade para se retirar da instituição.   

Ainda segundo o relato da estudante, ao contar para o pai, ele foi até a escola, quando o diretor afirmou que daria tempo para ela pensar ou conseguir outra escola. Eles entraram em acordo. “Na terça-feira fui à aula e não tive problema. Porém, nesta quarta-feira, quando estava a caminho da sala de aula, ouvi gritos chamando ‘a menina do cabelo azul’. Ao retornar à portaria do colégio, funcionário afirmou que tinha ordem para não me deixar entrar. Ao pedir para falar com professor Danival, fui informada que ele estava em viagem particular, mas que havia deixado esta ordem. Todos os alunos viram isso. Viram-me entrando e tendo que sair da escola. Foi extremamente humilhante. Passei a manhã toda chorando. Afinal, sou adolescente. Escolhi a forma menos radical de me expor, que foi pintando o cabelo. E me humilharam na frente de todos."

O pai da estudante, Guilherme Diamantino, não aceita a posição do diretor, pois ele não cumpriu com o combinado, que era de aguardar que os responsáveis providenciassem outro colégio, caso a filha não decidisse pintar o cabelo novamente. “Eu não posso admitir que o diretor não tenha conversado comigo. Ele preferiu viajar para não enfrentar a situação que ele mesmo criou.” Guilherme já matriculou a menor em outra escola. “Se eles não aceitam uma menina de cabelo azul, essa não é a escola que quero para minha filha, que não aceita as diferenças. Mas o diretor não pode agir com truculência, constrangê-la na frente dos colegas e retirá-la da escola”, afirma o pai.

Para esta sexta-feira, após o encerramento das aulas no horário matutino, os alunos programam manifestação na porta da escola contra o ato do diretor. A direção do colégio foi procurada para comentar o assunto, mas ao telefone a funcionária afirmou que a escola não vai se pronunciar a respeito.

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