CIDADE

Com aumento de chuvas, previsão da safra do café é positiva, avalia produtor da região

Rafaella Massa
Publicado em 18/12/2022 às 11:50Atualizado em 26/12/2022 às 22:55
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(Foto/Ilustrativa)

Com a perspectiva de um clima chuvoso para as próximas semanas, os produtores rurais agradecem São Pedro pela oportunidade de uma safra farta. Segundo o produtor de café, Meneval Prata, a projeção é de uma safra com excelência em qualidade e quantidade.

"Tudo está caminhando para que seja uma safra boa, de boa produção. Nada indica que irá alterar. As chuvas estão vindo em uma certa constância e a gente não vê nada contra uma safra de boa qualidade e de produtos bons também", afirma.

Ainda em setembro, com a escassez de chuvas, o panorama era de uma safra menor. Porém, com a mudança climatológica, se espera uma boa colheita. Inclusive, Meneval afirma que a quantidade de chuva tem beneficiado as plantações. “A chuva beneficia a safra neste momento em que os grãos estão se formando. Inclusive, quem plantou soja e milho também irá se beneficiar”, explica Meneval.

O produtor ainda acredita em recuperação em relação à safra anterior, que foi 20% menor do que o esperado. O preço do produto, inclusive, já teve reflexo. Desde a última pesquisa realizada pela Fundação Procon de Uberaba, o café moído de 250g teve queda de 44,6% no preço médio. Meneval também revela que a saca de meio quilo teve 31,4% de queda.

No país. A produção cafeeira do Brasil deve fechar a safra 2022, ano de bienalidade positiva, com um volume de 50,92 milhões de sacas de café beneficiado, 6,7% acima da safra 2021.

Comparado com a de 2020, também de bienalidade positiva, o índice registra a redução de 19,3% ou 12,1 milhões de toneladas, justificada pelas adversidades climáticas, como o déficit hídrico e geadas durante o ciclo da cultura no país.

As informações são do 4º Levantamento da Safra de Café 2022, disponibilizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na última semana.

Hortifrutigranjeiro. No setor dos hortifrutigranjeiros, a perspectiva também é de colheita maior em relação aos últimos anos. No entanto, o presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros e da Agroindústria familiar do Vale do Rio Grande (Horvagra), Sérgio Nepomuceno, afirma que o produtor ainda não conseguiu se recuperar totalmente do efeito causado pela pandemia.

“Em alguns casos, o produtor produz, mas não consegue vender. Assim, o que sobra de mercadoria, acaba perdendo e acarreta prejuízo”, afirma Nepomuceno.

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