CIDADE

Com dor no braço há uma semana, mulher não consegue ortopedista

Há uma semana sofrendo com fortes dores no braço direito, Cláudia Maria Silva Souza, residente no Valim de Melo, lamenta-se pelo serviço oferecido na rede municipal de Saúde

Paulo Borges
Publicado em 13/11/2012 às 16:03Atualizado em 19/12/2022 às 16:19
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Há uma semana sofrendo com fortes dores no braço direito, a garçonete Cláudia Maria Silva Souza, 44 anos, residente no bairro Valim de Melo, lamenta-se pelo serviço oferecido na rede municipal de Saúde. Segundo ela, está impossível conseguir uma consulta com ortopedista para que o mesmo avalie o caso e desenvolva o tratamento adequado.

Cláudia contou à reportagem do Jornal da Manhã que já procurou as duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) do município e só consegue ser atendida por clínicos gerais, os quais receitam medicação para aliviar a dor. No entanto, após o efeito do remédio, ela volta a sofrer. “Lá na UPA São Benedito tem um ortopedista. Mas ele não me atende. Disseram-me que o ortopedista de lá só atende a casos de fratura. Então, vou precisar quebrar meu braço para ser atendida?” - questionou, demonstrando descontentamento com o atendimento oferecido.

“Até agora eu não sei o que tenho. Os médicos que me atenderam suspeitam de bursite e tendinite, mas só isso. O que quero é um especialista para fazer o exame certo e me dar o medicamento correto”, completou.

Desde que começou a sofrer com as dores, Cláudia já perdeu vários dias de trabalho e gastou pouco mais de R$150 na compra de medicamentos. “Não sei mais o que fazer. Consegui, com muito custo, uma consulta para o dia 22 na UFTM. Mas, e até lá? E também penso nas outras pessoas, que, assim como eu, precisam de atendimento adequado”, disse.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que no pronto-atendimento o

tratamento foi focado na queixa principal da paciente no momento, ou seja,

a dor devido ao diagnóstico de tendinite. Tal situação é crônica e necessita de um acompanhamento prolongado. Por isso, houve encaminhamento para a Unidade Básica de Saúde (UBS).

A paciente já havia procurado a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) outras vezes com a mesma reclamação. Como se trata de um caso crônico e com necessidade de tratamento contínuo, o médico fez a medicação para eliminar a dor no momento e orientou a usuária buscar atendimento na UBS para a investigação da causa do problema e a indicação da terapêutica adequada para o controle do caso.

Mesmo assim, a paciente não procurou o tratamento ambulatorial e retornou à UPA no dia 8 de novembro. Nesta última passagem, inclusive, foi realizado exame de raios X, no qual o diagnóstico de tendinite foi novamente constatado. Desta forma, o médico mais uma vez realizou a medicação para dor e orientou a paciente buscar a unidade básica de saúde para continuidade do tratamento.

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