Há uma semana sofrendo com fortes dores no braço direito, Cláudia Maria Silva Souza, residente no Valim de Melo, lamenta-se pelo serviço oferecido na rede municipal de Saúde
Há uma semana sofrendo com fortes dores no braço direito, a garçonete Cláudia Maria Silva Souza, 44 anos, residente no bairro Valim de Melo, lamenta-se pelo serviço oferecido na rede municipal de Saúde. Segundo ela, está impossível conseguir uma consulta com ortopedista para que o mesmo avalie o caso e desenvolva o tratamento adequado.
Cláudia contou à reportagem do Jornal da Manhã que já procurou as duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) do município e só consegue ser atendida por clínicos gerais, os quais receitam medicação para aliviar a dor. No entanto, após o efeito do remédio, ela volta a sofrer. “Lá na UPA São Benedito tem um ortopedista. Mas ele não me atende. Disseram-me que o ortopedista de lá só atende a casos de fratura. Então, vou precisar quebrar meu braço para ser atendida?” - questionou, demonstrando descontentamento com o atendimento oferecido.
“Até agora eu não sei o que tenho. Os médicos que me atenderam suspeitam de bursite e tendinite, mas só isso. O que quero é um especialista para fazer o exame certo e me dar o medicamento correto”, completou.
Desde que começou a sofrer com as dores, Cláudia já perdeu vários dias de trabalho e gastou pouco mais de R$150 na compra de medicamentos. “Não sei mais o que fazer. Consegui, com muito custo, uma consulta para o dia 22 na UFTM. Mas, e até lá? E também penso nas outras pessoas, que, assim como eu, precisam de atendimento adequado”, disse.
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que no pronto-atendimento o
tratamento foi focado na queixa principal da paciente no momento, ou seja,
a dor devido ao diagnóstico de tendinite. Tal situação é crônica e necessita de um acompanhamento prolongado. Por isso, houve encaminhamento para a Unidade Básica de Saúde (UBS).
A paciente já havia procurado a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) outras vezes com a mesma reclamação. Como se trata de um caso crônico e com necessidade de tratamento contínuo, o médico fez a medicação para eliminar a dor no momento e orientou a usuária buscar atendimento na UBS para a investigação da causa do problema e a indicação da terapêutica adequada para o controle do caso.
Mesmo assim, a paciente não procurou o tratamento ambulatorial e retornou à UPA no dia 8 de novembro. Nesta última passagem, inclusive, foi realizado exame de raios X, no qual o diagnóstico de tendinite foi novamente constatado. Desta forma, o médico mais uma vez realizou a medicação para dor e orientou a paciente buscar a unidade básica de saúde para continuidade do tratamento.