A partir desta segunda-feira (5) não existe mais em Uberaba o aterro público para descarte de resíduos, principalmente da construção civil. O novo aterro é particular
A partir desta segunda-feira (5) não existe mais em Uberaba o aterro público para descarte de resíduos, principalmente da construção civil. O novo aterro, que tem objetivo de preservar o meio ambiente, é particular, o que consequentemente irá gerar custos ao consumidor, bem como para construtoras.
A Pedreira de Léa é usada para descarte de entulho. Porém, também funciona como um local onde as pessoas acabam jogando outros tipos de resíduos, gerando graves impactos ao meio ambiente. O subsecretário de Meio Ambiente, Rodrigo Barros, lembra que a pedreira é um problema de destinação de resíduos da construção civil que se arrasta há 19 anos em Uberaba. “Mas, a partir desta semana, passamos a contar com um local adequado para dispor estes resíduos. Um aterro licenciado, localizado na avenida Filomena Cartafina, gerenciado por uma empresa privada, que, além de receber os resíduos, vai processá-los, reciclando para que retornem à cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, a população terá de incorporar esta ideia dos custos de uma reciclagem”, explica Rodrigo.
E foi justamente o custo que atividade irá gerar para o consumidor que acabou promovendo discussões. Há cerca de uma semana as transportadoras já estão praticando os preços novos, em consequência do que será cobrado pela empresa coletora de resíduos. Em alguns casos o aluguel de um caçamba de 5m³ está sendo comercializado a R$200, praticamente o dobro do que era cobrado antes. Sobre estes valores, Rodrigo fala da reciclagem gera gastos. Um papel reciclado, por exemplo, é mais caro do que os convencionais. “Como a população não está acostumada a incorporar este tipo de ação de reciclagem no município, a primeira reação é de susto. Mas a Prefeitura encaminhou um comunicado aos transportadores com um mês de antecedência”, afirma o subsecretário, ressaltando que, em comparação com outros municípios, os valores praticados por esta empresa então dentro do preço de mercado.
Rodrigo afirma que de alguma forma o gasto para o depósito do entulho irá incentivar o consumidor a gerar menos entulhos que prejudicam o meio ambiente. Vale ressaltar que o entulho da construção civil é de responsabilidade dos seus geradores e não da Prefeitura. Portanto, para que esta empresa opere no município, não há necessidade de realizar um processo licitatório.
Segundo Rodrigo, será desenvolvido um programa de recuperação da Pedreira de Léa. A PMU também vai colaborar com o serviço na realização do plano técnico de flora. Além disso, o subsecretário enfatiza que cabe ao município também a fiscalização. “Se houver despejo na pedreira ou em qualquer outro local que não seja no centro de tratamento de resíduos, os fiscais vão multar”, enfatiza, ressaltando que as multas podem chegar a R$18 mil.