Mesmo com poucos participantes, sindicatos de trabalhadores realizaram marcha em comemoração ao Dia do Trabalho ontem. Essa foi a primeira atividade do evento, organizado por mais de 20 entidades sindicais, que, além de apresentar reivindicações e realizar manifestações, constou na sua programação, desenvolvida na praça da Abadia, shows e sorteio de brindes. A presença de trabalhadores aumentou com o decorrer do dia. Essa é a segunda edição do evento, que pela primeira vez realiza uma marcha com trabalhadores. A concentração para a passeata foi na praça Manoel Terra, em frente a Igreja Santa Rita. Cerca de 30 trabalhadores participaram da marcha, que com bandeiras e banner nas mãos seguiram rumo à praça da Abadia. “Realmente o grupo não foi volumoso, estamos apenas começando. A intenção é que se torne um evento tradicional no dia 1° de maio, para que tenham cada vez mais seus direitos conquistados. Um momento para mostrar os anseios dos trabalhadores”, explica o diretor da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e do Sinpro, Marcos Gennari. Na praça da Abadia foram realizadas diversas atividades, entre elas oficinas relacionadas a quatro temas: saúde, educação, direito e cidadania e tráfico humano, com foco no trabalho escravo, assunto abordado na Campanha da Fraternidade deste ano. “A intenção foi a de proporcionar aos trabalhadores, além de comemorações, um dia de reflexão, consciência de que sem luta não teremos conquistas”, explica. Membro do Conselho Estadual Saúde, Jurandir Ferreira fala das atividades relacionadas à saúde no dia de ontem. “Repassamos informações sobre o adoecimento do trabalhador, inclusive demonstrando os reflexos no Sistema Único de Saúde. Falamos também sobre a democracia, muitos acham que ela está implantada plenamente, mas a ditadura está muito mais presente do que há 30 anos. Por isso é necessário estar atento às nuances que vêm em nome da democracia e que na realidade o capitalismo vem, a cada dia, assolando mais a classe trabalhadora, causando prejuízos irreparáveis à saúde”, explica. Já na área da educação, entre as lideranças estava o presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal, Adislau Leite, que apesar dos problemas enfrentados pela categoria, segundo ele, existe sim o que comemorar nesta data. “Estamos sempre lutando por benefícios e direitos, mas temos sim o que comemorar, até porque os professores são os grandes encarregados de formar todas as outras categorias. E graças à luta contínua dos últimos anos, alcançamos algumas conquistas, avanços na educação, não apenas nos ganhos pessoais e da carreira, como também no desenvolvimento da educação”, explica Adislau, ressaltando que atualmente a principal reivindicação da categoria é para o pagamento do Piso Nacional do Professor, sendo que aqui em Uberaba, paga-se apenas 50% do que é direito da categoria.