Os preços médios dos combustíveis, segundo pesquisa realizada pelo Procon Uberaba, apresentaram queda esta semana, tanto no perímetro urbano quanto no rodoviário. O levantamento mostra redução nos valores médios de todos os produtos pesquisados em relação à semana anterior. A maior retração ocorreu no etanol, que caiu 7,57% no perímetro urbano e 6% no rodoviário.
No perímetro urbano, o preço médio do litro do etanol passou de R$3,70 para R$3,42, redução de R$0,28. A gasolina comum teve queda mais discreta, de R$6,13 para R$6,06, recuo de 1,16%. Já a gasolina aditivada passou de R$6,39 para R$6,36, variação negativa de 0,47%. Entre os combustíveis para veículos a diesel, o preço médio caiu de R$6,40 para R$6,30 no diesel comum (-1,56%) e de R$6,85 para R$6,77 no S-10 (-1,17%).
No perímetro rodoviário, o movimento também foi de redução, embora em menor intensidade. O etanol passou de R$4,17 para R$3,92, queda de 5,99%. A gasolina comum recuou de R$6,45 para R$6,40 (-0,78%), enquanto a aditivada passou de R$6,66 para R$6,62 (-0,60%). O diesel comum teve redução de R$6,35 para R$6,32 (-0,47%), e o diesel S-10 caiu de R$6,89 para R$6,85 (-0,58%).
Considerando a relação entre o preço do etanol e o da gasolina, o álcool continua sendo a opção mais vantajosa nos dois perímetros nesta semana. No perímetro urbano, o litro do etanol corresponde a cerca de 56,4% do preço médio da gasolina; no rodoviário, a proporção é de aproximadamente 61,3%. Como referência, quando essa relação fica abaixo de 70%, o etanol tende a apresentar melhor custo-benefício para veículos flex, embora o resultado efetivo também dependa do consumo específico de cada veículo.
Tributação
A aprovação pelo Senado do projeto que reduz tributos federais sobre diesel, biodiesel, gasolina e etanol pode trazer reflexos para os preços dos combustíveis em Uberaba, embora o impacto nas bombas ainda dependa da sanção presidencial e da forma como a redução será repassada ao consumidor. A proposta, aprovada por 61 votos a 2, prevê medidas para aliviar a pressão provocada pela alta do petróleo no mercado internacional.
O texto autoriza o governo federal a reduzir ou até zerar os tributos federais incidentes sobre os combustíveis. No caso da gasolina, se a tributação federal for reduzida em 30% ou mais, as alíquotas federais do etanol deverão ser zeradas, preservando a vantagem tributária do biocombustível. A medida não estabelece, porém, um percentual fixo de redução para todos os combustíveis nem garante uma queda equivalente nos preços nas bombas.