Com uma filha de apenas dois meses, Luciana Costa dos Santos, 40 anos, diz que espera, desde o início do mês passado, para vacinar a criança com a primeira dose
Comerciante residente no bairro Santa Maria reclama da falta de vacinas nos postos de saúde da cidade. Com uma filha de apenas dois meses, Luciana Costa dos Santos, 40 anos, diz que espera, desde o início do mês passado, para vacinar a criança com a primeira dose de tetravalente, vacina que combate males como coqueluche, tétano, difteria e meningite.
“Fico muito preocupada. Minha filha precisando do medicamento e não tenho ideia de quando essas doses vão chegar. Se isso não acontecer, vou ter que pagar essa vacina”, diz, salientando que o valor do medicamento em clínicas particulares é de R$ 150. “A pneumocócica, que custa R$ 280, também era para ter chegado no dia 20 de junho e acabou chegando somente no dia 28. Demorou, mas chegou. Agora, todos os dias, ligo nos postos de saúde para saber se as doses já estão disponíveis. Os atendentes até reconhecem minha voz. Ainda assim, eu ligo diariamente para não correr o risco de ficar sem”, completou.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio de sua assessoria, esclarece que o fornecimento da vacina tetravalente é responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Por dificuldade dos laboratórios no processo de produção, o Estado não repassou ao município quantidade suficiente. Por isso, segundo a SMS, está ocorrendo a falta da vacina tetravalente nas Unidades Básicas de Saúde. A Secretaria vem acompanhando constantemente a situação junto à Superintendência Regional de Saúde, mas por enquanto não foi informada data para regularizar a entrega da vacina.