Comerciantes alegam que há vários anos estabelecem parceria com a Prefeitura, em que eles instalam a iluminação e o município banca a ligação da energia elétrica
Comerciantes da rua São Benedito cobraram da Prefeitura Municipal de Uberaba a liberação de energia para iluminação de Natal. Como acontece há alguns anos, a instalação de iluminação natalina é feita em parceria dos comerciantes e poder público, os custos com a instalação e compra dos materiais são de responsabilidade do lojista, e a PMU paga pelo fornecimento da energia e, para isto, faz a solicitação à Cemig. Entretanto, os comerciantes já instalaram as lâmpadas, mas a empresa de energia elétrica alega que ainda não recebeu nenhuma solicitação por parte do município.
De acordo com Willian Sérgio Carneiro, ele pagou a quantia de R$200 para instalar as luzes, que, além de proporcionar o clima natalino, também traz segurança. “Sempre foi desta forma, há cerca de 10 anos os comerciantes pagam pelo material e a Prefeitura se responsabiliza pelos custos da energia elétrica, fazendo a solicitação à Cemig, e esta é a primeira vez que enfrentamos problemas”, explica Willian.
Antes de reunir o dinheiro dos lojistas, Willian conta que procurou a PMU, visto que este é o primeiro ano do mandato do prefeito Paulo Piau, e repassou toda situação junto aos funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que garantiram que poderia recolher o dinheiro, pois a administração cumpriria o acordo. “E assim foi feito, são 10 comerciantes envolvidos, todos já pagaram, instalamos as luzes, mas não tem energia para ligar, eles fizeram o compromisso, se estão com dificuldades para cumprir, deveriam ter avisado antes, pois não teríamos gastado dinheiro”, afirma Willian, lembrando que a partir da semana que vem as lojas estarão abertas até 21h, portanto, no período da noite, e a iluminação é também um reforço na segurança e proporciona um clima natalino aos consumidores.
As lâmpadas estão instaladas desde o dia 1° de dezembro, apenas aguardando o serviço da Cemig, e durante este período os comerciantes têm procurado a empresa para se informar quando a liberação seria feita, e disseram que tinham conhecimento do serviço, mas que o prefeito não havia encaminhado nenhuma solicitação oficial, ao menos um e-mail pedindo a liberação, para que sejam cobrados os custos depois. Assim, os lojistas voltaram a procurar a Prefeitura e não conseguiram resposta.