CIDADE

Comerciantes de gás e água fazem ato contra resolução do Contran

Uma resolução do Contran prevê adaptações dos veículos até o próximo dia 4. Por sua vez, o secretário prometeu avaliar a resolução e dar um parecer o mais breve possível

Renata Mambrim/Paulo Borges
Publicado em 12/07/2012 às 15:48Atualizado em 16/12/2022 às 05:19
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Grande parte dos comerciantes de gás e água da cidade aderiu à manifestação prevista para ontem (11) e entregou ao secretário municipal de Transportes, Ricardo Sarmento, uma carta com a reivindicação da categoria. Uma resolução do Contran prevê adaptações dos veículos até o próximo dia 4. Por sua vez, o secretário prometeu avaliar a resolução e dar um parecer o mais breve possível. Caso não obtenha retorno favorável ou em tempo de mudar a resolução, o Sindicato dos Distribuidores e Revendedores de Gás de Uberaba (Sindigás) já decidiu fazer nova paralisação no próximo dia 20. Os manifestantes não chegaram a ir à Câmara Municipal, embora continuem angariando vereadores para a causa.

De acordo com o presidente do Sindigás, Abel Ricardo da Silva, “a paralisação quer mostrar que estamos preocupados com a população”. O sindicato é contra a Resolução 356/10 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a qual determina a utilização de sidecar acoplado à motocicleta para o transporte de água e gás a partir de 4 de agosto. Entretanto, a resolução não prevê que a moto não suporta peso superior a 180kg e impossibilitará o transporte em ruas, cuja topografia é mais acidentada, como é o caso de Uberaba.

Os manifestantes percorreram várias ruas da cidade e foram até a sede da Secretaria de Trânsito, na avenida Dona Maria Santana Borges. Lá, entregaram um documento ao secretário Ricardo Sarmento. O titular da pasta se comprometeu a enviar ofício ao Contran solicitando a prorrogação da entrada em vigência da norma por pelo menos mais um ano.

Bruno Soares, empresário do setor, que atua no bairro Boa Vista, foi um dos que não aderiram à paralisação. Segundo ele, fechar as portas do comércio, mesmo por uma boa causa, pode acarretar prejuízos, o que prejudicaria sua empresa, que está há pouco tempo no mercado. “Eu concordo com a manifestação. Com certeza, isso vai nos atrapalhar, pois o diferencial dos depósitos é fazer a entrega rapidamente por meio das motos. Com o triciclo é mais complicado, ainda mais com o trânsito do jeito que está. O custo vai ser maior, pois gasta-se cerca de R$5 mil para adaptar uma motocicleta”, analisou, reforçando que o aumento no valor final do botijão de gás deve ficar em torno de 15 a 20%.

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