Comerciantes e moradores da Guilherme Ferreira estão preocupados com possível criadouro do mosquito transmissor da dengue
Comerciantes e moradores da avenida Guilherme Ferreira estão preocupados com possível criadouro do mosquito transmissor da dengue. O proprietário de uma borracharia não está fazendo o dever de casa, segundo comerciantes. Em frente do estabelecimento estão expostos quase 70 pneus, um criadouro em potencial do mosquito transmissor da dengue. Comerciante que preferiu manter a identidade preservada conta que na região várias pessoas tiveram a doença.
Todos sabem que o pneu acumula água e se torna um criadouro do mosquito da dengue, diante deste fato, o Centro de Zoonoses realiza visitas de rotina, principalmente em borracharias, para verificar as condições. A partir de denúncia, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã foi verificar as condições do estabelecimento e foi possível constatar cerca de 70 pneus na porta do local, onde, com certeza, segundo comerciantes, não é feita a limpeza pelo proprietário.
“Já conversamos como ele e pedimos para que retirasse os pneus, porém ele foi irredutível e disse que não faria isso. Aqui na região várias pessoas já tiveram a doença e estamos preocupados, por mais que não esteja chovendo com frequência, tenho certeza que uma garoa é o suficiente para acumular água. Além disso, vale lembrar que existe um terreno abandonado, próximo à avenida, que está bastante sujo, com possíveis criadouros”, explica o comerciante.
Diante do fato, de acordo com o diretor do Departamento de Controle de Zoonoses, André Ribeiro, uma equipe de agentes foi até o local para conferir a situação e fazer o tratamento químico dos pneus, que protege o material por dois meses. Nesta segunda-feira, dia 4, será feito o recolhimento do material.
Além disso, segundo André, os agentes irão, por meio de um trabalho educativo, conversar com o proprietário da borracharia, conscientizá-lo sobre os cuidados. “Nos últimos meses foram recolhidos em Uberaba 319 toneladas de pneus e neste fim de semana estamos carregando uma carreta da Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos, para que seja dado destino ecologicamente correto ao material”, revela o diretor de zoonoses.