O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fúlvio Ferreira, alerta para a falta de profissionais para atuar no setor
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fúlvio Ferreira, alerta para a falta de profissionais para atuar no setor. Segundo ele, as empresas já vêm enfrentando uma defasagem de vendedores, o que pode piorar com a chegada dos eventos do fim do ano.
Mesmo ainda faltando alguns meses para o Natal e as festas de fim de ano, vários setores da economia já estão se preparando para as contratações deste período. Algumas empresas projetam crescimento em relação ao ano anterior. Para muitos trabalhadores, é uma grande oportunidade, pois a maioria destes funcionários temporários acaba se tornando fixa depois de apresentar um bom rendimento.
De acordo com pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), cerca de 155 mil vagas de trabalho temporário devem ser abertas no País no fim do ano, número maior do que no ano passado, quando 147 mil temporários foram contratados.
Entretanto, o presidente classista alerta para uma possível falta de profissionais com a alta oferta de empregos e uma baixa procura. “Vivenciamos, praticamente todos os anos, muita dificuldade de conseguir profissionais de venda, e a previsão é que a situação se complique no fim do ano, quando a demanda aumenta. Várias empresas já estão com defasagem de equipe e teremos uma dificuldade ainda maior para o fim do ano”, explica Fúlvio, ressaltando que no mês de outubro a CDL vai oferecer um curso para treinar vendedores, no intuito de que trabalhem no ritmo acelerado do comércio no fim de ano.
O número de profissionais disponíveis para o comércio, segundo Fúlvio, vem sofrendo redução, pois a empregabilidade está bem maior em todos os setores. E, ainda, a rotatividade de trabalhadores nas empresas está menor, pois atualmente os chefes estão valorizando mais os empregados. Além disso, Fúlvio destaca que normalmente aqueles profissionais temporários podem se efetivar, a expectativa é de que 50% dos trabalhadores contratados em todo o comércio sejam efetivados, seguindo a mesma tendência dos anos anteriores.