Integrante da Comissão dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Uberaba, Lúcia Helena Araújo tem acompanhado o caso
Integrante da Comissão dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Uberaba, Lúcia Helena Araújo tem acompanhado o caso dos manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Segundo ela, a intenção é evitar conflito, principalmente com a polícia.
Conforme explicou Lúcia, ela chegou a solicitar a presença da Guarda Municipal no local. Porém, ouviu que o efetivo atual da GM não permite isso. Dizendo respeitar a decisão, ela salienta que os integrantes do movimento “não querem ficar hospedados em hotéis e, sim, o apoio da comunidade”. Segundo ela, a sociedade precisa entender e falar mais de movimentos populares. “É uma cultura nossa, inclusive dos mineiros, achar que os integrantes desses movimentos são só malandros e que nós, dos Direitos Humanos, defendemos malandros. Essa concepção está bem confusa. Nosso objetivo também é esclarecer a sociedade sobre as políticas agrárias. Os direitos humanos precisam ser respeitados em todos os setores”, explicou.
Lembrando que o grupo tem recebido apoio de boa parte da sociedade, inclusive alunos da UFTM, que ontem estiveram no local, além de outras doações de água e alimentos. Lúcia afirmou que está havendo uma pressão política muito grande em cima dos integrantes do MST. “Ontem, alguns carros com os vidros escuros passaram boa parte do dia aqui na praça, vigiando a movimentação. No primeiro dia, a PM também ficou aqui o tempo todo, inclusive impedindo a montagem das barracas. Não sabemos quem são essas pessoas e de onde vêm”, revelou, para completar. “A política da reforma agrária precisa ser escutada. Por isso, é importante que representantes dos próprios fazendeiros participem das discussões e busquem esse conhecimento”, concluiu.