Comissão sindicante começa a ouvir agentes da Guarda Municipal que se envolveram em manifesto com fogos de artifício na porta da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, logo após a exoneração do então diretor da corporação, Marco Túlio Gianvecchio. De acordo com o atual diretor da GM, coronel Antônio de Sousa Filho, o real motivo do processo administrativo é a forma como aconteceu a comemoração e, ainda, outros desvios de conduta paralelos.
A sindicância administrativa disciplinar 015/2012 foi instaurada por meio de publicação no órgão oficial do município, o Porta-Voz, do dia 21 de novembro. E quando houve a exoneração de Gianvecchio, em entrevista, o coronel Antônio declarou que os oito servidores que fizeram a comemoração da saída do ex-diretor praticaram um ato de indisciplina e desrespeito ao companheiro de carreira e diante desta situação instaurou o processo.
“É dever de quem está na administração tomar todas as medidas, até por que algumas posturas não contam com o apoio da própria Guarda Municipal, que entre as suas atribuições é de cuidar do sossego das pessoas. Portanto, agentes devem ter um comportamento diferenciado”, explica o coronel, ressaltando que o fato de instaurar sindicância pode até ser encarada como um ato de respeito ao guarda, dando a oportunidade de apurar os fatos e ouvir todos os envolvidos no caso.
Portanto, a comissão sindicante foi composta por três profissionais, sendo dois relacionados com setor de direito e outro da administração. “Os trabalhos estão acontecendo, os envolvidos já foram notificados e alguns foram ouvidos, mas vamos apreciar depois o resultado. O que posso dizer é que a comissão está trabalhando bastante e creio que será entregue uma peça em que será possível a tomada de decisão com segurança”, explica diretor da GM, lembrando que sindicância não é punição e sim um instrumento que vai dar segurança para uma tomada de decisão.
Quanto a possibilidade de o resultado ser divulgado ainda nesta administração, ele explica que é preciso apurar os fatos com calma, e independente de gestor público, a sindicância continua no mesmo ritmo. “Todas as rotinas continuam e não há nenhum prejuízo para o processo decisório, o que não podemos é acelerar e por conta de um final de mandato prejudicar os trabalhos”, explica o coronel.