Comitê reuniu representantes de órgãos da rede de proteção para avaliar situações que exigem acompanhamento e articulação entre as instituições
O Comitê de Prevenção à Violência Extrema nas Escolas de Uberaba (Compeve) se reuniu nesta semana para monitorar situações no ambiente escolar que exigem atenção e acompanhamento. O encontro ocorreu na sede da 14ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Uberaba).
Os trabalhos se concentraram no eixo de monitoramento, com a discussão de casos que pedem acompanhamento da rede de proteção. Segundo a superintendente da Infância e da Juventude da Prefeitura de Uberaba, Vivian Bellozi, a proposta é verificar se crianças e adolescentes estão sendo atendidos e identificar situações que demandam maior articulação entre os órgãos.
“O objetivo é verificar se crianças e adolescentes estão recebendo o atendimento necessário e identificar situações que demandem maior articulação entre os órgãos”, afirmou Vivian.
De acordo com a referência técnica em Vigilância das Violências da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Raíssa Mazeti, episódios de violência em escolas raramente são súbitos e costumam ser precedidos por sinais identificáveis ao longo do tempo. Misoginia, racismo, homofobia, apologia ao nazismo e xenofobia estão previstos como sinais que exigem acompanhamento.
O comitê é previsto no Protocolo de Prevenção e Atuação da Rede de Proteção em Situações de Violência Extrema nas Escolas, publicado no ano passado pela Prefeitura de Uberaba e demais órgãos da rede de proteção ao público infantojuvenil. O documento organiza as ações em quatro eixos: prevenção, monitoramento, segurança e resposta imediata e planejamento pós-ocorrência.
O Compeve reúne representantes da Educação, Saúde, Assistência Social, Conselho Tutelar, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Polícia Federal, Vara da Infância e Juventude e Ministério Público. Também participam representantes da OAB de Uberaba, do Poder Legislativo e da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).