Manifestação de alunos e professores dos cursos de Letras, História, Geografia e Serviço Social da UFTM que estava prevista para acontecer na quinta-feira (1º) foi adiada
Manifestação de alunos e professores dos cursos de Letras, História, Geografia e Serviço Social da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) que estava prevista para acontecer na quinta-feira (1º) foi adiada. A informação é do Comitê de Mobilização, que encaminhou solicitação de encontro com o reitor Virmondes Rodrigues Junior, para o qual ainda não obteve espaço na agenda.
No dia 25 de julho, um grupo de manifestantes acendeu velas no saguão principal do Centro Educacional da instituição para reclamar dos prejuízos que a falta de professores no curso de Letras poderá trazer para a formação de vários estudantes. Na ocasião, a reportagem procurou o reitor Virmondes, que está de férias e comunicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que em momento algum havia sido procurado pelos alunos da universidade para agendar uma reunião. Ainda conforme a assessoria, a reitoria dizia estar aberta para discutir a questão, realizar um diagnóstico da situação e buscar soluções.
Porém, de acordo com o professor do Departamento de Literatura da UFTM, Bruno Curcino Mota, o Comitê de Mobilização solicitou uma reunião com Virmondes Junior, sem sucesso. “Vamos nos reunir em uma pequena assembleia dentro da universidade e avaliar a situação. Vamos esperar mais uma semana, porque não é possível que o reitor ainda dirá que não pode nos responder. Se neste prazo o reitor não nos receber, então nós faremos a manifestação. Fizemos cerca de 56 camisetas para dar continuidade às nossas reivindicações, são nossas formas de mobilização, para as quais ele ainda não encontrou disposição na agenda para nos receber”, avalia o professor.
Bruno Curcino lembra que o curso de Letras está sem quatro professores, o que implica em prejuízo para 16 disciplinas que não estão sendo oferecidas aos alunos desta licenciatura, mas também dos cursos de História, Geografia e Serviço Social. Ele ressalta que o problema ainda poderá se agravar nas próximas semanas, pois os contratos de vários professores temporários estão para vencer, sem perspectiva de novas contratações, nem mesmo emergenciais. Atualmente, segundo Curcino, de um total de cerca de 80 vagas, cinco são ocupadas por professores substitutos e outras 20 por profissionais temporários.