Para se ter uma ideia, a situação chegou a um estado tão grave que o juiz da 1ª Vara Cível, Lúcio Eduardo de Brito, determinou que as fotografias tiradas pelo Ministério Público usadas como provas das condições sub-humanas detectadas na Associação Cristã de Assistência aos Pobres (Acap) fossem retiradas do processo e guardadas em um cofre de segurança do Fórum Melo Viana. Familiares entraram em contato com a redação do Jornal da Manhã nesta terça-feira (29) sem saber o que fazer para minimizar o sofrimento de familiares, desde que noticiou a decisão judicial para intervenção do município no último dia 23. Outros familiares já tentaram acertar a transferência de internos para outras instituições, sem sucesso.
Desde então, a reportagem entrou em contato com o município por diversas vezes, inclusive ontem, quando o procurador-geral Sérgio Tiveron disse que o Município não havia recebido qualquer notificação a respeito. O JM procurou a Central de Mandados Judiciais do Fórum para apurar a questão e constatou que não só o Município já havia sido notificado por meio da Procuradoria do Município, como a entrega do mandado aconteceu ainda no dia 23, sendo juntado aos autos do processo o recebimento da ordem judicial nesta terça.
Mesmo assim, foi necessário o lavramento de um boletim de ocorrência por parte de funcionários da Acap para que a intervenção acontecesse efetivamente.