CIDADE

Conselheiro denuncia a queima de 2,5 toneladas de remédio pela PMU

Conselheiro de Saúde, Jurandir Ferreira denuncia o desperdício de verbas com a incineração de mais de duas toneladas de medicamentos

Thassiana Macedo
Publicado em 29/09/2011 às 21:41Atualizado em 19/12/2022 às 22:05
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Conselheiro de Saúde, Jurandir Ferreira denuncia o desperdício de verbas com a incineração de mais de duas toneladas de medicamentos pela Secretaria Municipal de Saúde nos dias 29 de junho e 17 de agosto. De acordo com o conselheiro, o município contratou a empresa Sterlix para incinerar 2.517kg de medicamentos, sendo amoxicilina, Dramim, Bactrim, sais para reidratação, Funoterol, entre outros em junho, além de soro fisiológico 500ml, Benzatron 1.200ml, Polvidine Degerm, contraceptivos, paracetamol GT, gritromicina suspensa, amoxicilina clavulonato.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde que afirma que a incineração trata-se de procedimento de rotina para o descarte adequado de medicamentos com prazo de validade expirado. “O município enfrentando falta de medicamentos e a secretaria mandar incinerar duas toneladas e meia de remédios é um desperdício de verba! Que não se pode usar com prazo de validade vencido é certo, mas por que tantos medicamentos estão vencendo no almoxarifado? Será que a compra foi adequada?”, questiona o conselheiro. Para ele, se o município compra alguns medicamentos em excesso ou com prazo de validade próximo de vencer, a tendência é perdê-los e o recurso utilizado para a compra desse excesso poderia ter sido revertido em benefícios para outros serviços ou necessidades.

Segundo a nota da assessoria de imprensa, o planejamento para aquisição foi com base no consumo anterior, porém houve queda na demanda de alguns itens. A Secretaria informa ainda que o uso de remédios vencidos pode acarretar riscos à saúde, por isso não seria correto o aproveitamento dos itens. A medida é para garantir a segurança dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo apenas medicamentos certificados.

Um dos medicamentos que chamam atenção é a amoxicilina, que em março deste ano foi registrada falta e usuários deixaram de recebê-la. Segundo a Secretaria, amoxicilina+clavulonato 250mg+62,5mg/5ml (frasco 75ml) foi descartado por causa do vencimento, tendo sido diferente do amoxicilina+clavulonato 500mg+125mg (comprimido) e da amoxicilina 250mg/5ml (frasco 60ml), que estiveram em falta no início do ano.

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