CIDADE

Conselho de Segurança nega alvará para boates da Comendador Gomes

Através de acordo ficou determinado que pedido de alvará para funcionamento desses estabelecimentos deve passar pelo Conselho

Geórgia Santos
Publicado em 08/06/2012 às 12:09Atualizado em 19/12/2022 às 19:14
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Prefeitura não expede alvará de funcionamento para três boates devido a irregularidades. Através de um acordo feito entre o Departamento de Expedição de Alvará e o Conselho Municipal de Segurança Pública, ficou determinado que todo e qualquer pedido de alvará para funcionamento desse tipo de estabelecimento deve passar pelo Conselho. Com essa regra, algumas boates já tiveram o documento negado.

De acordo com o secretário-executivo do Conselho, Wellington Cardoso Ramos, para decidir se a Prefeitura deve ou não conceder o alvará, são realizadas reuniões entre os integrantes da diretoria deliberativa da Comoveec, membros da Polícia Civil, Militar e Rodoviária Federal, Ministério Público, o Juizado de Menores e representantes de entidades classistas. “Cada caso é avaliado individualmente, visto que bares funcionam acobertando outras atividades, algumas delas ilícitas, que incomodam muito a vizinhança, como a prostituição”, explica.

Quanto aos três estabelecimentos que foram fechados na rua Comendador Gomes dias atrás, o Conselho de Segurança se posicionou no processo para que não seja concedido o alvará. Para voltar a funcionar é preciso requerer o alvará para uma atividade lícita, que efetivamente ocorra no local. Segundo Wellington, jamais será fornecido um alvará para bares e boates, para acobertar uma situação de prostituição e outros.

Além disso, buscando colaborar, com intuito de inibir a criminalidade, a Prefeitura irá encaminhar à Câmara de Uberaba um projeto de lei para que toda e qualquer loja, incluindo os depósitos de ferro-velho, que comercialize produtos de “segunda-mão”, tenha um registro indicando a origem de cada um dos produtos. “Por exemplo, uma televisão usada que esteja à venda nestas lojas terá que ter a sua origem, deverá registrar de quem foi comprada, com os dados da pessoa. A medida será tomada pois, segundo informações, estes locais que vendem produtos usados são porta aberta para a comercialização de produtos de furto e roubo. É o que queremos coibir, com uma legislação eficiente que possibilite uma fiscalização eficaz”, explica Wellington.

Ainda segundo o secretário-executivo, a Prefeitura está disposta a cassar o alvará de todo e qualquer estabelecimento comercial. Mesmo que já tenha o documento expedido pela PMU, poderá perdê-lo a partir da constatação de irregularidade, situações que configurem crime.

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