TECNOLOGIA

Construção a seco conquista mercado em Uberaba pela velocidade e redução de custos

Sistema industrializado usa drywall, steel frame e painéis cimentícios para reduzir desperdício e acelerar entregas

Joanna Prata
Publicado em 01/06/2026 às 11:30
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A busca por mais eficiência, previsibilidade de custos e redução de resíduos vem acelerando a adoção de novas tecnologias na construção civil brasileira. Em um setor ainda fortemente baseado no modelo convencional de alvenaria, a chamada construção a seco começa a ganhar espaço em obras comerciais e corporativas, inclusive em Uberaba. 

Obra executada com painel parede (Foto/Reprodução)

Obra executada com Isopainel (Foto/Reprodução)

Fachada do shopping Uberaba executada em steeel frame e placa comenticia (Foto/Reprodução)

Drywaal Resistente a Umidade (Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

Segundo dados citados pelo engenheiro civil e construtor Reinaldo Ribeiro, proprietário da Dry Solution, cerca de 88% das obras no Brasil ainda utilizam o sistema tradicional de tijolo, marcado por alto desperdício de materiais, maior geração de entulho e prazos mais longos de execução. 

A proposta dos sistemas industrializados, como drywall, light steel frame e painéis cimentícios, é justamente inverter essa lógica. “O que a gente propõe é pegar um projeto convencional e transformar em um projeto a seco. Uma construção inteligente, sem resíduos”, afirma Reinaldo. 

Entre as soluções apresentadas pela empresa estão painéis de fechamento que substituem a alvenaria tradicional. Fabricados com placas cimentícias e núcleo em EPS ou poliuretano, os materiais oferecem isolamento térmico e acústico superior ao tijolo, além de permitirem montagem mais rápida e com menos mão de obra. 

“Você pega um carpinteiro e dois ajudantes e consegue executar uma obra completa. É uma obra limpa, rápida e com muito menos desperdício”, destaca o engenheiro. 

Outro ponto apontado por ele é a previsibilidade da obra. Segundo Reinaldo, embora ainda exista a percepção de que a construção a seco seja mais cara, o custo tende a se equilibrar quando entram na conta fatores como prazo, produtividade, desperdício e riscos operacionais. 

“Qualidade ninguém abre mão. Segurança e solidez também não. O que varia é preço e prazo. Quando você faz a conta do custo, do prazo e do risco, esse material é muito melhor”, afirma. 

A tecnologia também vem sendo utilizada em fachadas, divisórias internas, lajes secas e estruturas completas em steel frame. Em muitos casos, a execução ocorre sem uso de água, barro ou concreto convencional, reduzindo impactos ambientais e acelerando a entrega dos empreendimentos. 

Como exemplo, Reinaldo cita uma loja de cerca de 600 metros quadrados executada em um shopping. Segundo ele, a obra foi concluída em apenas 35 dias utilizando sistemas construtivos totalmente secos. “Tudo que foi usado nessa obra é seco. Não tem barro”, ressalta. 

A construção industrializada também tem avançado pela necessidade de maior produtividade no setor. “Hoje, todos os lugares que a gente chega, as pessoas querem fazer. Ninguém aguenta mais ficar com 30 pessoas numa obra onde poderia ter quatro ou cinco”, pontua. 

Além da velocidade, os sistemas oferecem desempenho térmico que pode reduzir consumo de energia com climatização. “Ela economiza ar-condicionado, porque não deixa o calor entrar e nem o frio sair”, explica. 

Apesar do avanço das tecnologias, o engenheiro destaca que o sucesso do sistema depende de planejamento adequado desde a fase de projeto e da correta aplicação dos materiais. “Se você pensar no painel desde o começo, aí é tranquilo. O problema é quando a obra é projetada para tijolo e depois tenta adaptar”, observa. 

A tendência, segundo profissionais do setor, é que os sistemas industrializados ganhem cada vez mais espaço nos próximos anos, especialmente em obras comerciais, corporativas e industriais, onde prazo e previsibilidade são fatores decisivos.

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