Na última segunda-feira, operários contratados pela empresa Engefort Construtora, responsável pela obra do novo...
Na última segunda-feira (18), operários contratados pela empresa Engefort Construtora, responsável pela obra do novo Fórum de Uberaba, no Parque do Paço, atribuíram a paralisação do trabalho à falta de salários. De acordo com o diretor de Empreendimentos da Engefort, Dolzonan da Cunha Mattos, o fato é pontual e se deve à inadimplência dos contratantes de outras obras públicas realizadas pela empresa no país.
O diretor explica que a empresa deixou de receber em tempo hábil algumas faturas referentes a obras realizadas pela empresa, em sua maioria públicas. “Para se ter uma ideia, somente em Minas Gerais estamos fazendo a Receita Federal, em Belo Horizonte, e fóruns do Tribunal de Justiça em Uberaba, Uberlândia e Conselheiro Lafaiete. Temos ainda o TRF (Tribunal Regional Federal) em Brasília, a Receita Federal em Goiânia e no Rio de Janeiro. Em função de o feriado de carnaval ter sido prolongado, alguns órgãos não trabalharam e aquilo que estávamos prevendo receber, não recebemos. Estamos começando a receber agora, esta semana”, afirma. Ainda segundo Mattos, este é um caso pontual, já que a empresa nunca havia deixado de pagar seus funcionários.
A expectativa de Dolzonan Mattos é que a empresa consiga receber os atrasados até esta quarta-feira (20) e diz que o pagamento dos funcionários só está dependendo de os órgãos públicos creditarem os valores devidos às etapas das obras que já estão concluídas. O diretor afirma que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não está entre os órgãos públicos inadimplentes com a empresa e que, mesmo com esse contratempo, a Engefort trabalha para manter o cronograma estipulado. Sendo assim, a expectativa de Mattos é entregar o prédio para o TJMG na data combinada, ou seja, 20 de março.
Ele lembra que pelo fato de ter decretado recuperação judicial em 2012, todas as compras estão sendo feitas com prazo curto ou precisam ter o pagamento adiantado ou à vista. “Isso fez com que nós imprimíssemos à obra do novo Fórum o ritmo que ela realmente precisa ter. A obra está sendo tocada normalmente, mas ainda precisa que se dê um incremento. Isso só dependerá do acordo que estamos fazendo com os credores”, frisa. (TM)