Marco recomenda que a pessoa não gaste mais de 20% de sua renda com dívidas e este número de 17,8% mostra que o brasileiro está gastando mais. É um índice perigoso se estivéssemos em outro país, pois no Brasil os prazos de pagamento são curtos. “O volume de pessoas que faz empréstimos é muito maior nos últimos dois anos. Você tem uma classe D saindo para C, buscando no financiamento sua melhoria de qualidade de vida”, diz.
Ainda de acordo com Nogueira, “de uma maneira qualitativa e subjetiva, o que tenho ouvido falar é que as pessoas de Uberaba estão endividadas e postergando novos gastos. Há um espectro da inadimplência na cidade e o desafio é mensurar isso porque não temos uma ferramenta”.
Para Fúlvio Ferreira, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), o uberabense tem um histórico de bom pagador, mas atualmente segue uma tendência nacional de grande endividamento da população. “Este é um momento de atenção para todos: para quem tem sua economia organizada, para quem tem sua economia desorganizada e quem oferece crédito também. Do lado do comerciante, a CDL sempre faz a recomendação para consultar o SPC, cruzar informações, checar capacidade de endividamento e uma leitura geral da pessoa. Nós, vendedores, atualmente, somos analistas de vendas”, completa Fúlvio.