Consumidor está revoltado com carro novo que em sete meses de uso já foi para oficina oito vezes. De acordo com Uhanderlan Charlles de Paula Pinto, assim que comprou o veículo, em menos de uma semana teve de retornar à concessionária por conta de problemas no motor. Desde então surgiram diversos defeitos que precisaram passar pelo conserto. Ele revela que o carro passa semanas na oficina e a concessionária não quer negociar a sua troca.
Esta não é primeira vez que o Jornal da Manhã recebe esse tipo de denúncia, pois muitos consumidores ficam confusos, sem saber o que fazer. Questionam se assim como um eletrodoméstico, por exemplo, também há o direito à troca em caso de estragos. A situação do Uhanderlan, que também é comerciante, está insuportável. Ele conta que o primeiro dano foi no motor: uma peça queimou. Ele procurou a concessionária, que, por sua vez, solicitou a peça, que demorou quase um mês para chegar à cidade. Depois foram mais sete defeitos que exigiram que o carro fosse levado à concessionária, como nos pneus e na direção, que chegou a travar.
“Nunca imaginamos ter problema em veículo novo, que nunca circulou. As idas frequentes à oficina começam a acontecer depois de um bom tempo, Mas no meu caso foi questão de dias para os problemas começarem. Não tive oportunidade de ficar nem um mês inteiro com meu carro, pois sempre estava na oficina e, por causa da troca de peças, demoram muito para entregar”, explica o comerciante, ressaltando que por conta da garantia, que é de três anos, não paga pelos serviços, mas o que está realmente incomodando é a quantidade de estragos num veículo zero-quilômetro.
Para tentar resolver a situação, Uhanderlan procurou os gerentes da loja para negociar, quem sabe para comprar um carro melhor, neste caso pagaria mais pelo produto, entretanto, foram irredutíveis e não quiseram negociar. Em outra conversa, pediu um carro novo, da mesma marca e modelo, mas também não aceitaram. “Antes de procurar o Procon e até mesmo a Justiça, tentei negociar de várias formas, mas não aceitaram. O que não aceito é ficar com um veículo que tem vários estragos e comecei a pagar agora”, diz.
De acordo com a diretora do Procon, Eclair Gonçalves Gomes, a regra em caso de produtos com defeitos é mandar para assistência técnica e em 30 dias devem ser sanados os problemas. E se isto não acontecer, a opção passa a ser do consumidor. Mas no caso de um produto que apresenta danos por reiteradas vezes, mesmo que não sejam os mesmos, dependendo da situação, pode acontecer a troca. Não necessariamente um carro novo - neste caso -, pois ele já foi usado, mas o consumidor tem o direito de receber um produto em boas condições. Nesta situação, Eclair orienta a pessoa para que procure o Procon, que vai intermediar a negociação e, se necessário, acionar a Justiça.