osentada Raquel Lázara da Silva reside na rua Alaor Prata, no centro da cidade. Nos últimos dois anos, e geralmente nos fins de semana, ela vive o mesmo problema: a água que vem da rua chega à sua residência com sujeira. Cansada de ligar para o Codau, de perder peças de roupas brancas e inclusive o chuveiro, a aposentada procurou o Jornal da Manhã para falar sobre o caso.
Segundo Raquel, a instalação hidráulica da lavandeira é ligada diretamente à tubulação da rua, ou seja, não tem contato com a caixa-d’água. Por isto, ela tem atenção redobrada ao lavar uma peça de roupa. “Já estraguei roupa, pois ela não limpa mais. O chuveiro já estragou duas vezes, porque a sujeira decanta na caixa e impede a passagem da água. Na última vez eu paguei R$45 para limpar a minha caixa-d’água, para evitar este tipo de problema. Eu estou com o saco cheio! Se eu deixar de pagar a conta, no outro mês vem a multa. Não acho justo! A população paga por isto. Como eu vou beber uma água desse jeito?!”, questiona, desabafando, a aposentada.
Raquel lembra que um servidor do Codau foi até sua residência em uma das primeiras reclamações, para coletar uma amostra do líquido. Entretanto, até hoje não houve nenhum posicionamento. “Não sei se tem relação, mas este problema começou há dois anos, depois de uma enchente que ocorreu na cidade. Além disso, se o pessoal do Codau for fazer algum tipo de reparo, eles devem avisar a população, para evitar problemas, como sujeira na caixa-d’água”, observa.
Assessoria de imprensa do Codau foi procurada, mas até o fechamento desta edição não havia sido localizada. (JFS)