CIDADE

Contador alerta para a falta de fiscais para controlar Área Azul

Contador residente no bairro Frei Eugênio faz alerta para a forma de funcionamento do estacionamento da Área Azul em vários pontos da cidade

Paulo Borges
Publicado em 29/11/2012 às 11:25Atualizado em 19/12/2022 às 16:02
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Contador Luiz Humberto Silva mostra o recibo de multa que teve de pagar pelo fato de sua mulher ter parado sem o cartão da Área Azul

Contador residente no bairro Frei Eugênio faz alerta para a forma de funcionamento do estacionamento rotativo Área Azul, presente em vários pontos da cidade. De acordo com o Luiz Humberto Silva, 66 anos, o baixo número de fiscais tem gerado transtorno.

Na semana passada, a esposa dele foi multada depois que deixou o carro estacionado na rua Teófilo Otoni e não encontrou ninguém para fazer a compra do cartão. “Nem sempre temos tempo para ficar procurando por esses fiscais. Então, ela deixou o carro e foi resolver as pendências. Quando retornou, viu que havia essa multa colocada no para-brisa. Ela ainda chegou a procurar pelo fiscal e não o encontrou”, revelou o contador, dizendo que a insatisfação não é somente pelo valor da multa, R$5, e sim pela falta de atenção por parte de quem coordena os estacionamentos. “Se cobram pelo serviço, ele deveria ser bem feito”, resumiu.

Vale lembrar que o dinheiro arrecadado com a Área Azul é repassado ao Hospital Dr. Hélio Angotti, referência no tratamento de câncer. A reportagem procurou o gestor da Área Azul, Ivandir Sebastião Ribeiro, que admitiu falha na divulgação dos pontos de vendas. “Tínhamos um plano de trabalho inicial, o qual precisou ser reduzido. Eram 44 fiscais, passou para 55, 65, e hoje são 21 pessoas trabalhando, sendo 14 no período da manhã e outras sete no período da tarde. Atendemos 19 ruas e com o número insuficiente para manter um agente por rua”, disse, salientando que faltou divulgação dos pontos de venda. “Faltou essa divulgação para que o usuário se conscientizasse que ele tem que procurar os pontos de venda, buscar nossa coordenação, na rua Segismundo Mendes, nº 500, para poder comprar o bloco e atender ao que determina o Código Brasileiro de Trânsito”, disse.

Ivandir afirmou ainda que a equipe está agindo com toda a cautela possível para os casos em que motoristas não pagam pelo bilhete do estacionamento. “Não tivemos remoção de veículos, como acontece em cidades vizinhas, nas quais estão agindo com todo rigor. Nessas cidades, se realmente o usuário infringir, é multado em R$53, tem o veículo removido e ainda perde três pontos na carteira. Nós estamos trabalhando com um carinho a mais pelo usuário, em nome do hospital. Mas, não temos um contingente à altura, pois isso custa caro”, encerrou.

Vale lembrar que a fiscalização é do Departamento de Posturas. Os fiscais, ao perceberem que o veículo não está portando o cartão, fazem a notificação e a encaminha à sede da Área Azul. Depois disso o usuário precisa procurar o local para fazer a regularização da situação.

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