Com a ABCZ TV, a expectativa do presidente Rivaldo Machado Borges é que a 86ª ExpoZebu tenha crescimento pelo menos 50% maior que a do ano passado
Foto/Divulgação/ABCZ TV

Acompanhado pelos jornalistas Laura França e César Antonio, o presidente Rivaldo Machado Borges conversou ontem com o deputado Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, sobre os projetos referentes ao licenciamento ambiental e a regularização fundiária
Definitivamente, a pecuária chegou ao século XXI e a 86ª ExpoZebu é aberta oficialmente hoje (1º), mostrando que está mais do que adaptada à nova realidade. Os tradicionais leilões de gado que fizeram história com grandes eventos, com os melhores buffets do país, estruturas cinematográficas e com convites disputados por criadores e amantes do gado zebu, migraram para o formato online sem perder suas características glamourosas. A expectativa da ABCZ é que neste ano o crescimento seja pelo menos 50% maior que na edição anterior, conforme o presidente da entidade, Rivaldo Machado Borges.
Os bons resultados dessa renovação que a pecuária está vivendo são unanimidade entre os criadores. A tecnologia, que antes era usada de forma sazonal na transmissão de leilões, virou regra desde 2020, com resultados a ser comemorados. Segundo Rivaldo Machado Borges, a visibilidade da ABCZ aumentou de forma imensurável desde a migração para o digital. “Estamos chegando a todas as casas do Brasil e mundo afora. Ano passado, chegamos a 90 países, 1.624 cidades ao redor do mundo e a 255 mil visualizações na plataforma virtual. Você imagina agora, com esse canal, a abrangência que nós vamos ter em nível mundial?”, comemora o presidente.
Uberaba é conhecida pelas fazendas que há gerações carregam a história do melhoramento do zebu. Uma delas é a Ipê Ouro, que já teve mais de 15 participações em leilões dentro da ExpoZebu e foi a primeira fazenda a confirmar sua participação para o formato online. João Marcos Machado Borges é a quarta geração da família, que desde 1935 vem conquistando prêmios na ExpoZebu. Ao Jornal da Manhã, João Marcos explicou que a Ipê Ouro sempre fez transmissão dos leilões pelos canais de televisão especializados, mas que o formato 100% online vem desde o início da pandemia em 2020.
O criador contou que foi necessário contratar uma empresa especializada em tecnologia da informação para que a migração para plataformas de comércio digital funcionasse de forma efetiva. “A utilização do marketing digital foi uma transformação muito grande para nossa fazenda. Começamos a utilizar esse recurso em 2020. De lá pra cá, uma mudança constante acontece o tempo todo e está trazendo muito resultado para nós, um resultado até surpreendente”, frisou João Marcos.
Já a Agropecuária Diamantino, que tem 40 anos de história dentro do mercado do zebu e há 20 anos realiza o Shopping de Animais, também precisou mudar a forma de trabalho para essa nova era. Durante o período da ExpoZebu, a fazenda ficava de porteiras abertas para receber possíveis compradores de gado e amigos, mas, com a chegada da pandemia, foi necessário se reinventar.
Em 2020, a agropecuária entrou no ambiente digital, desde plataformas de vídeo até as redes sociais. A Agro Diamantino pode ser classificada já como uma “influencer digital”, com quase 95 mil seguidores nas redes. Frederico Diamantino revela que o momento oportunizou investimento, principalmente na infraestrutura da fazenda, com roteadores de internet e estabilizadores para poder fazer filmagens utilizando aparelhos de celular.
“A gente teve que dedicar um tempo a pensar nisso, aprender a mexer nas ferramentas, e o que a gente aprendeu nesse tempo é que cada uma dessas plataformas atende um público e de um jeito específico”, comenta o criador. Para o shopping rural na ExpoZebu deste ano, serão feitas as chamadas lives todos os dias nas redes sociais, com convidados presenciais e remotos. “E mostrando o gado, que é o que a gente sabe fazer”, frisou Frederico.
E mesmo os criadores mais antigos não apresentaram nenhuma resistência para aderir aos novos formatos tecnológicos. João Marcos Machado Borges contou que se impressionou com a adaptação do pessoal à nova realidade no período da pandemia. “Como o pessoal não está saindo de casa, as audiências dos leilões cresceram muito, até pelo conforto. Antes, o comprador precisava sair de casa, viajar para vir até Uberaba. Hoje o comprador está ali e faz a compra de casa”, explicou João Marcos.
