Cerca de 40 a 45 vazamentos são registrados diariamente pelo Centro Operacional de Desenvolvimento e...
Cerca de 40 a 45 vazamentos são registrados diariamente pelo Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). Afirmação é do presidente da autarquia, Luiz Guaritá Neto, ao acrescentar que, ao assumir a função, recebeu os serviços com dois meses de atraso.
Ele diz que “questões de outubro ainda não haviam sido resolvidas quando a nova diretoria assumiu a gestão do Codau. Nós precisamos de no mínimo quatro meses para que a normalidade do vazamento possa voltar ao normal”, assinala.
A atual diretoria diz que 239 casos de vazamentos estavam pendentes na cidade antes que qualquer providência fosse tomada. O presidente destaca as dificuldades de realizar reparos nesta época de chuvas. “O maior problema é que a terra molhada não pode ser recompactada, então, a primeira equipe que vai ao local realiza a manutenção em questão, e outra equipe volta no dia seguinte para a reconstituição do asfalto, com outros equipamentos e mão de obra”, explica o presidente.
As tubulações existentes para distribuição de água em Uberaba datam de mais de 50 anos atrás, segundo explica Guaritá. Ele diz que seria necessário estar constantemente em obras para que a renovação por completo, o que seria muito complexo. “Hoje realizamos a troca apenas dos espaços que estão quebrados, precisaríamos abrir a cidade inteira para corrigir”, informa.
Para dar mais agilidade ao trabalho, o presidente do Codau diz que 53 trabalhadores braçais foram contratados pela autarquia. “Se por um lado deixamos de nomear quase 60% dos cargos comissionados, criamos condições para contratar os braçais, para dar mais eficiência e rapidez nas soluções dos problemas reclamados pela população”, ressalta Guaritá. Ele acrescenta que também houve ampliação do turno de trabalho, o que está gerando mais horas extras para funcionários que estão sendo escalados para atuar até nos fins de semana.
Outro problema enfrentado em Uberaba é com relação ao escoamento de esgoto, o que gera muita reclamação no período de chuva. Muitas casas ligam o sistema de escoamento da água da chuva ao esgoto e quando o volume da chuva torna-se intenso, algumas complicações podem ser geradas. “Precisamos tomar consciência de que ainda existe uma grande quantidade de água pluvial ligada no esgoto, prejudicando os moradores de casas em um nível mais baixo, fazendo com que ocorra o refluxo do esgoto”, lamenta o presidente.