A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de redistribuir as cadeiras na Câmara pegou os deputados federais de surpresa, como admitiu o próprio presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), na manhã seguinte à votação na Corte. Ele não descartou a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e já pediu à consultoria jurídica para examinar a decisão.
Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que a medida cria um “problema complexo” por mexer na correlação de forças do Parlamento, enquanto as bancadas do Piauí e do Espírito Santo – que perderão cadeiras – já disseram que irão recorrer da decisão. Para o deputado federal Marcos Montes, vice-líder do PSD na Câmara, a decisão coloca Minas num lugar privilegiado, ao aumentar sua representatividade.
“A nossa bancada com mais dois nomes ganhará mais força”, destacou MM, para quem a mudança deveria ter sido feita para a eleição de 2010.
Presidente da Comissão Provisória do PDT/Uberaba, o vereador Luiz Dutra considera a situação delicada, porque não basta aumentar a bancada se cresce a concentração da população em um estado em detrimento de outros, que também precisam se desenvolver. “Estamos falando de Brasil”, aponta o pedetista.
O presidente do PSDB local, Luiz Cláudio Campos, aprova a medida, mas pondera que ainda é necessário avançar no tema, especialmente através de uma reforma política, a fim de favorecer a democracia e um Congresso mais representativo. Segundo o dirigente, duas cadeiras a mais para a disputa eleitoral em 2014 não necessariamente irão atrair mais candidatos, já que o eleitor está atento às suas escolhas.