De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), até o momento 90% dos animais foram vacinados contra a Febre Aftosa. Em Uberaba, 220 mil animais devem ser vacinados, sendo que na regional serão um milhão e 800 mil cabeças de gado. A campanha que teve início no mês de maio, termina amanhã, quando deve ser divulgado o levantamento final da quantidade de animais que foram vacinados. Durante todo o período de vacinação, os técnicos do IMA acompanharam a vacinação em propriedades e os produtores que não vacinarem os animais poderão ser penalizados. De acordo com o coordenador do IMA, Rony Adolfo Hein, cada produtor, além de vacinar deve apresentar uma declaração ao Instituto, comprovando a aplicação da dose. “Até o momento, segundo dados do Instituto, os produtores cumpriram as determinações, o número de vacinas nas revendas praticamente se esgotou e aquele produtor que ainda não aplicou a vacina, que o faça imediatamente. Não é um tipo de tolerância e nem de prorrogação, pois o prazo terminou no dia 31 de maio, mas tendo a justificativa certa vamos autorizar a vacinação”, explica o coordenador. Ainda segundo Rony, até agora o IMA está com 90% de animais declarados, isso quer dizer que o produtor que vacinou seu rebanho tem até do dia 11 de junho para fazer a declaração. “O prazo para a vacinação terminou no dia 31 de maio, e o prazo para apresentar a declaração termina no dia 10 de junho, e como a data será no domingo, esticamos o prazo até o dia útil, que é no dia 11, segunda-feira, e a partir desta data estarão sujeitos a penalidades”, afirma Rony. O produtor que não apresentar a documentação pode ser punido, sendo proibido de comercializar o animal, bem como vender o leite para laticínios e cooperativas. Além disso, ele é obrigado a pagar uma multa de R$55 por cada animal que não foi vacinado. Vale reforçar que as penalidades não regularizam a situação do produtor, isto é, não é porque foi proibido de comercializar o animal que estará com os deveres em dia, terá de pagar a multa, obedecer estas determinações e ainda vacinar o animal. Em Minas Gerais, como em outros Estados, a aplicação da vacina nos rebanhos é essencial para manter as exportações de carne bovina in natura para vários países. Segundo Rony, o último caso de febre aftosa no Estado foi em 1996. O Ministério da Agricultura vem trabalhando para manter esta realidade. “Através de um programa, é cumprido um processo através de etapas, a primeira é estar livre da doença com vacinação; a segunda elimina a vacinação por dois anos para depois tentar o status livre de febre aftosa e por último o status de erradicado”, explica o coordenador do IMA. (GS)