CUIDADO

Defesa Civil alerta para risco de queda de paredes e imóveis antigos em Uberaba

Órgão realiza vistorias, notifica proprietários e acompanha construções com estruturas comprometidas

Débora Meira
Publicado em 27/09/2026 às 16:13
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Imóveis antigos, abandonados ou com estruturas comprometidas podem oferecer risco de desabamento e atingir pedestres, veículos ou construções próximas. Em Uberaba, esses casos chegam à Defesa Civil por meio de denúncias, vistorias das equipes e encaminhamentos de outros setores da Prefeitura. 

Um exemplo ocorreu no bairro São Cristóvão, próximo à Fiat, onde parte da parede de um imóvel caiu. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Uberaba, Eliel Miranda, a estrutura já havia sido vistoriada pelo órgão, com emissão de laudo, notificação ao proprietário e isolamento do local.  

Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, Miranda explicou que as equipes também identificam situações de risco durante o monitoramento realizado nas ruas. Quando o imóvel está fechado ou abandonado, os agentes podem buscar informações com vizinhos e tentar localizar o proprietário para comunicar a situação. “Além da vistoria, nós realizamos também a notificação de risco”, explica. 

Após a queda no São Cristóvão, segundo o coordenador, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil retornaram ao endereço para reforçar o isolamento da área. 

O acompanhamento não depende apenas de acidentes ou chamados emergenciais. A Defesa Civil também realiza vistorias de ofício, quando os próprios agentes identificam uma possível situação de risco, e atende denúncias feitas pela população. 

Outra frente envolve processos encaminhados por outros setores da Prefeitura. Miranda citou situações relacionadas a imóveis antigos e questões de patrimônio, que podem chegar à Defesa Civil por meio da Fundação Cultural. “Tem através de processo e tem de ofício nosso, que nós identificamos, ou através de denúncia, que sempre nós recebemos muita denúncia”, afirma. 

Após a avaliação, a equipe produz a documentação técnica necessária e encaminha as medidas aos responsáveis ou aos órgãos competentes, conforme as características de cada caso. Entre as situações acompanhadas estão imóveis em que parte da construção foi retirada, mas fachadas ou paredes antigas foram mantidas por questões relacionadas ao patrimônio. 

Segundo Miranda, o fato de uma estrutura possuir valor histórico não elimina a necessidade de avaliar suas condições de segurança. Uma parede isolada e sem o restante da construção pode apresentar riscos caso esteja comprometida. “Ela não pode ficar ali sozinha, isolada, porque qualquer pessoa leiga em engenharia sabe que aquilo ali com o vento vai cair”, afirma. 

O coordenador orientou que moradores que identificarem construções antigas, fachadas ou outras estruturas aparentemente instáveis comuniquem a Defesa Civil. A equipe pode encaminhar um profissional para avaliar as condições do imóvel e indicar as providências necessárias. “Alguém aí que tenha visualizado esse tipo de estrutura, esse tipo de construção, que faz parte do patrimônio, porém tem que ser preservado, porém está correndo risco, que nos acione como Defesa Civil”, orientou. 

A Defesa Civil não é responsável sozinha pela solução de todos os problemas identificados. A equipe realiza a avaliação técnica, registra a ocorrência e pode notificar proprietários ou encaminhar a situação aos setores responsáveis. “Vamos realizar a vistoria e orientar o proprietário, orientar os órgãos que precisar de apoio ali em relação à situação, notificar cada um deles”, explica Miranda. 

A análise considera as características de cada imóvel e o tipo de risco identificado. Em situações que envolvem patrimônio, por exemplo, a atuação pode exigir articulação com outros setores da administração municipal. 

O objetivo é identificar estruturas potencialmente perigosas antes que um problema resulte em acidente. “O nosso trabalho principal, que é de proteger a comunidade, né, que o nosso nome é Proteção e Defesa Civil, e é isso que nós temos que fazer”, afirma. 

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