Diretora da Escola Estadual Professora Corina de Oliveira é exonerada e a medida pode estar relacionada com as eleições do Sind-UTE
Diretora da Escola Estadual Professora Corina de Oliveira é exonerada e a medida pode estar relacionada com as eleições do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG). Célia Fortunata Santos se tornou diretora após passar por processo eleitoral e ter recebido o aval do governador Antônio Anastasia para assumir a função, e segundo ela a demissão aconteceu por ter permitido a entrada dos representantes do Sind-UTE na escola durante a eleição da diretoria do sindicato.
Na semana passada foram realizadas em todo estado as eleições da diretoria estadual e subsedes do Sind-UTE. Entretanto, diferente dos processos anteriores, o governo por meio de decreto proibiu a entrada dos sindicalistas nas escolas com urnas, para que os professores votassem, alegando que a votação poderia gerar tumulto, atrapalhando a realização da prova do Proeb. Mas, segundo Célia, como a prova seria realizada em Uberaba nos dias 27 e 28 de novembro e os representantes do sindicato estiveram na escola Corina no dia 26, não viu motivos para impedir o acesso.
“O governo, de forma autoritária fez este ofício, permiti a entrada dos representantes do sindicato em dia que não estava sendo realizada a prova e de qualquer maneira não barraria a entrada do sindicato. Fui eleita e faço parte da categoria como um todo, seria um absurdo tomar uma atitude como essa. Por mais democrática que pareça, a propaganda do Estado de Minas, nós vivemos em uma sociedade conservadora, preconceituosa e racista”, explica Célia, ressaltando que a exoneração foi publicada no órgão oficial do Estado dia 04 de dezembro, mas somente deixou a escola ontem, pois o superintendente não estava na cidade.
Célia revela ainda que sua exoneração foi decorrente de denúncia. “Alguém procurou o membro do Governo para contar que eu havia permitido a entrada dos representantes do sindicato na escola. Perguntaram-me, e eu assumi a atitude, mas não esperava uma exoneração, apenas uma advertência. Pois, o sindicato entrou em outras escolas e a mesma atitude não foi tomada, e nenhuma diretora foi exonerada, estou sendo usada para aquilo que o governador quer”, afirma a ex-diretora.