Redação do JM recebeu reclamações devido à situação, e a espera para ser consultado e para passar por exames chegou a três horas
Grande demora para atendimento médico na UPA Abadia voltou a revoltar pacientes na tarde de ontem. Redação do Jornal da Manhã recebeu reclamações devido à situação, e a espera para ser consultado e para passar por exames chegou a três horas, de acordo com relatos das pessoas que enfrentaram esta dificuldade.
Walmes Antônio Aleixo levou sua esposa, Vera Célia, ao local às 15h e, por volta de 18h, ela ainda não tinha sido encaminhada para uma checagem clínica completa. “Esta não é a primeira vez que sofro com este quadro. Minha mãe já encarou este drama e, desta vez, é a minha esposa que precisa desta ajuda e não consegue. É um absurdo e um descaso muito grande conosco”, afirma.
Segundo Walmes Antônio, ele acompanhou sua esposa até a Unidade de Pronto-Atendimento do bairro Abadia porque ela estava com muitas dores e apresentava vômitos. “Mesmo assim, a encaminharam apenas para a triagem. Mas isso não adianta, pois neste momento só mediram a pressão dela. Não é disso que minha mulher precisa. Toda vez que venho aqui sou mal-atendido desta forma e muitas outras pessoas também precisam deste apoio e não têm sucesso. Assim não pode continuar!”, desabafou Walmes.
A reportagem do JM procurou a coordenadora da UPA, Cristina Strama, mas ela disse que apenas o diretor do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde, Jorge Frange Neto, está autorizado a falar sobre este assunto. O JM tentou contato com Jorge Frange, mas ele não foi localizado.
A assessoria de comunicação da Prefeitura afirmou que o atendimento, no fim da tarde e início da noite, demorava, em média, uma hora e meia, e que a reclamação de Walmes não era procedente, embora tenha admitido que, em alguns casos, a consulta pode até levar três horas para ser feita na UPA, assim como chega a ocorrer no serviço particular. Assessoria da PMU também informou que ontem foram atendidos 280 pacientes por três médicos plantonistas durante o período vespertino e, à noite, cinco médicos estavam em ação.