CIDADE

Depois de invasões, donos correm e fazem muros nas casas

Depois de uma quinta-feira tensa, por causa de uma série de invasões de residências vazias, o dia de ontem foi de tranquilidade

Paulo Borges
Publicado em 11/08/2012 às 20:24Atualizado em 19/12/2022 às 18:00
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Depois de uma quinta-feira tensa, por causa de uma série de invasões simultâneas de residências que estavam vazias, o dia de ontem foi de tranquilidade no bairro Morumbi II, onde foram entregues casas do programa Minha Casa Minha Vida.

Na quinta-feira (9), sob a alegação de que se tratava de uma ‘sugestão’ do prefeito Anderson Adauto, algumas pessoas invadiram residências que se encontravam vazias no conjunto habitacional. No entanto, os mutuários contemplados com os imóveis não gostaram nada da situação, sendo inevitáveis a confusão e o conflito.

Ontem, porém, além da aparente tranquilidade, o conjunto parecia um enorme canteiro de obras, com pessoas erguendo muros, afixando grades nas janelas ou simplesmente limpando os terrenos.

Natália Cristina Medeiros Silva, presa por ter agredido a recepcionista Larissa Aparecida Campos Ferreira, invasora da residência, não se encontra em casa, ontem, já que estava resolvendo questões como o exame de corpo de delito. No entanto, sua irmã, a estudante L.F.M.S., 16 anos, contou que tudo foi resolvido na delegacia e a situação era mais confortável. “Foi comprovado que a invasora estava errada, então ela veio e retirou todos os seus pertences e foi embora. Como minha irmã havia quebrado a televisão dela [da invasora] meu pai deu outro aparelho e resolveu a questão. Ainda assim, ela pediu dinheiro à minha irmã, cerca de R$ 1 mil para arcar com os prejuízos. No entanto, minha irmã não tem, pois se tivesse já teria construído o muro e feito melhorias na casa. Agora, o clima está tranquilo. Todos dormiram mais sossegados. Ainda assim, sempre fica aquele medo de eles [os invasores] voltarem”, disse, L.

Relatando ter tomado conhecimento de pertences de moradores que foram queimados enquanto estes trabalhavam, a estudante não escondeu sua decepção com a possível sugestão do prefeito, o qual teria “autorizado” a invasão das casas. “Ele, como prefeito, não deveria ter feito isso. Fez tantas coisas boas, ajudou muito e melhorou a cidade, mas isso que ele fez abalou sua reputação. Essa história de que se você encontra uma vaca na rua pode pegá-la e matá-la, não é correta. Queria ver se fosse com ele. O prefeito deveria pensar antes de falar certas coisas”, declarou.

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