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Descarte de restos de abacaxi da Feira da Abadia gera nova denúncia em Uberaba

Posturas confirmou relação com a feira e informou que buscará identificar o responsável para possível autuação

Débora Meira
Publicado em 24/09/2026 às 10:05
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Uma nova denúncia sobre a Feira da Abadia, em Uberaba, aponta o descarte de restos de abacaxi em uma rua onde não ocorre a feira. Segundo a denunciante, os resíduos seriam deixados aos domingos próximo à casa dela e permaneceriam na calçada durante a semana, já que, conforme o relato, esse tipo de material não seria recolhido pelos coletores de lixo. O Departamento de Posturas informou que verificou a situação, confirmou que o caso é relacionado à feira e fará a apuração para identificar o responsável e adotar as medidas cabíveis, incluindo autuação. 

(Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

À reportagem do Jornal da Manhã, a denunciante afirmou que o descarte ocorre todos os domingos na rua onde mora, e não no trecho ocupado pelas barracas da Feira da Abadia. “Todo domingo estão descartando um monte de abacaxi na rua e vira aquela bagunça. Os coletores não recolhem esse entulho de mato do abacaxi e fica a semana inteira na calçada”, relata.  

Segundo ela, os restos permanecem no local até serem retirados posteriormente por terceiros, deixando resíduos na calçada. A denunciante também relatou que, depois de uma chuva, parte da sujeira teria se acumulado próximo a um bueiro. 

A Associação de Feirantes das Feiras Livres de Uberaba afirma que os restos de abacaxi não seriam provenientes dos feirantes regularizados. Segundo a entidade, as informações levantadas apontam que os resíduos estariam relacionados a vendedores ambulantes que ocupam o espaço da feira sem vínculo com a Associação e sem estarem submetidos às mesmas orientações destinadas aos feirantes cadastrados. 

A entidade afirma que a presença de ambulantes irregulares é uma reclamação antiga dos próprios feirantes e ocorre de forma recorrente aos domingos. A Associação também ressalta que não possui competência legal para fiscalizar ou retirar essas pessoas do espaço público.  

Segundo a entidade, essa atribuição cabe aos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização. “A Associação não possui poder de polícia, fiscalização ou competência legal para impedir a permanência ou determinar a retirada dessas pessoas. Essa atribuição pertence aos órgãos competentes do Município”, informa em nota.  

A Associação afirma que, após as reclamações anteriores sobre a limpeza da Feira da Abadia, intensificou as orientações aos feirantes regularizados sobre o acondicionamento e a organização dos resíduos depois do encerramento das atividades. 

Segundo a entidade, no último domingo foram feitos registros em fotos e vídeos para demonstrar como os resíduos estavam sendo organizados pelos próprios feirantes, com o objetivo de facilitar o trabalho da equipe responsável pela limpeza. 

A Associação afirma ainda que as medidas que estavam ao seu alcance já foram adotadas, incluindo orientação, conscientização e acompanhamento dos comerciantes regularizados. 

Embora a denunciante relate que os resíduos teriam contribuído para o acúmulo de sujeira em um bueiro após uma chuva, a Associação afirma que não recebeu informação técnica ou comprovação oficial que estabeleça essa relação. “Por responsabilidade, não podemos confirmar algo que não tenha sido devidamente apurado”, afirma.  

A confirmação sobre eventual contribuição dos restos de abacaxi para o problema no bueiro dependerá, portanto, da apuração dos órgãos responsáveis. O Departamento de Posturas informou que, após a identificação do responsável, serão adotadas as medidas cabíveis, incluindo autuação.

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