CIDADE

Descarte irregular de lixo gera manifestação no Beija Flor II

Moradores do Beija Flor II acordaram neste feriado de 15 de novembro dispostos a denunciar o descaso dos órgãos públicos sobre o descarte irregular de lixo em terreno da Cemig

Thassiana Macedo
Publicado em 16/11/2014 às 16:26Atualizado em 17/12/2022 às 02:40
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Moradores do bairro Beija Flor II acordaram neste feriado de 15 de novembro, dia da Proclamação da República, dispostos a denunciar o descaso dos órgãos públicos sobre o descarte irregular de lixo em terreno pertencente à Cemig. Para chamar atenção, a população colocou fogo em pedaços de madeira e pneus. Durante a cobertura do Jornal da Manhã, diversos carros e caminhões, carregados de lixo, apareceram no local para proceder ao descarte e só não o fizeram porque a Polícia Militar e os moradores impediram a ação.

De acordo com Ubiratan Romero Caixeta, que deixou claro não pertencer à associação de moradores, residente no bairro desde 2002, o problema do descarte de lixo no local ocorre há pelo menos oito anos. Anteriormente, teria sido uma área destinada a ecoponto, mas, recentemente, foi entregue à Cemig, em virtude da passagem de fios de alta tensão pelo local. “Notificamos toda natureza de autoridade pública e não acontece nada em prol da comunidade. Não suportamos mais a poluição visual e também a do ar, que não nos deixa dormir, pois descartam serragem, com vários tipos de combustíveis, que fica queimando três semanas direto e nem a chuva apaga. Ninguém faz nada, então quisemos mostrar para essas autoridades que estamos empenhados em resolver, porque nossos representantes públicos, infelizmente, não estão nos representando. E isso aqui é só o começo das nossas ações”, conta.

A comunidade reivindica, segundo Ubiratan Caixeta, a remoção de várias caçambas da Prefeitura, cheias de lixo, que estão no terreno, a revitalização da área e da vegetação, a pavimentação para a população fazer caminhada, construção de uma barreira para evitar que empresas e pessoas continuem jogando lixo no local, bem como manter uma fiscalização ativa do Departamento de Posturas para coibir o desrespeito. “Procurei a Secretaria de Infraestrutura, me mandaram falar com uma tal de Edna, responsável pelos ecopontos, e ela me disse: ‘Meu senhor, esse local não é ecoponto’. E virou as costas para mim. Mas o pessoal tinha descarregado um caminhão de serragem aqui que estava queimando há 15 dias e ninguém suportava mais a fumaça. Depois nós e nossos filhos adoecemos e o SUS não dá conta de tratar todo mundo”, reclama o morador.

Durante a reportagem, enquanto os moradores contavam que não aguentam mais o mau cheiro e a proliferação de animais peçonhentos no local, em virtude do lixo, caminhões, carros e caminhonetes, carregados de entulho e pedaços de árvore, chegavam ao local para fazer o descarte. De acordo com duas pessoas que tentavam jogar lixo na área, o local é utilizado porque a própria Prefeitura joga lixo no local, mas faz a limpeza mensalmente. Como o local não é um ecoponto, a Polícia Militar orientou os motoristas a deixarem o local e procurarem local autorizado para o procedimento.

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