No último dia 10, uma carreta derrubou o muro de uma casa depois de descer pela rua Oswaldo Cruz. Conforme a Polícia Militar, a carreta “patinou” no momento em que subia pela rua, próximo à esquina com a avenida Leopoldino de Oliveira. A carreta estava carregada com 13 toneladas de cerâmica, sendo que o peso máximo para o trecho é de apenas quatro toneladas. Onze dias depois, um condutor de caminhão do tipo betoneira passou pelo local e, desrespeitando a sinalização, acabou derrubando concreto na pista, oferecendo risco aos demais motoristas e agravando a sensação de insegurança vivida pelos moradores do local.
De acordo com Fádua Oliveira, moradora de um prédio de dois andares localizado na esquina da Oswaldo Cruz com a Leopoldino de Oliveira, diariamente motoristas de ônibus e caminhões sobem e descem a via sem qualquer preocupação com a segurança de carros, motos, pedestres e moradores. “Ali vai derrapar moto e vão acontecer outros acidentes, porque é um local muito perigoso, por isso queríamos pedir ajuda porque a Prefeitura não faz nada. Já liguei para pedir a limpeza e falaram que eu devia ter visto à qual firma pertencia o caminhão, porque neste caso deveria mandar a empresa limpar, mas não vimos na hora. Se já passou e não tem como, ficamos assim? Todo dia tem caminhão aqui, mesmo não podendo subir nem descer. Não é caminhãozinho, é Scania, etc., que passam aqui na porta para subir até o anel viário. E estamos correndo risco, porque há casos em que perdem freio. Ainda não aconteceu uma tragédia, mas vão esperar acontecer para fazer alguma coisa?”, questiona a moradora.
A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a Prefeitura de Uberaba para saber sobre a possibilidade da limpeza da rua, retirando o concreto, já que ele poderia se transformar em obstáculos na pista. O JM também questionou a respeito de um pedido antigo dos moradores sobre a colocação de um obstáculo físico que não permita a subida de caminhões e ônibus pesados na rua ou maior fiscalização para coibir o desrespeito. Porém, até o fechamento da matéria não houve resposta.