CIDADE

Dia da Consciência Negra conta com vasta programação

Começa nesta segunda-feira (19) a programação para o Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro

Geórgia Santos
Publicado em 18/11/2012 às 14:33Atualizado em 19/12/2022 às 16:13
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Começa nesta segunda-feira (19) a programação para o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, quando será feriado municipal na cidade. Serão três dias de atividades com uma programação extensa, cujo principal objetivo, segundo uma das organizadoras do evento, Maria Inês Fernandes da Silva, é reforçar a questão da igualdade racial.

Os eventos estão sendo organizados a partir de uma parceria entre a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, a Pastoral Afro do Santuário Nossa Senhora da Abadia, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, a Irmandade Nossa Senhora do Rosário e o Conselho Afro de Uberaba.

O dia 20 de novembro é dedicado à reflexão e discussão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. De acordo com Inês, a data evidencia a resistência da raça à escravidão e foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

A programação começa com um baile na Unidade de Atenção ao Idoso (UAI), às 21h, evento que está sendo organizado pela Irmandade Nossa Senhora do Rosário. Já no dia 20, terça-feira, as atividades começam às 12h, com uma celebração eucarística no Santuário de Nossa Senhora da Abadia. A missa vai contar com a participação do Coral Afro e logo após será servida uma feijoada, por adesão, a R$10 por pessoa. No período da tarde serão realizadas apresentações musicais e também uma homenagem às mulheres do samba de Uberaba, em nome de todas as mulheres negras da cidade.

“Há 15 dias, por exemplo, o Jornal da Manhã noticiou um ato de racismo no aeroporto de Uberaba. E, mediante disso, temos de esquecer estes fatos ruins e comemorar a nossa liberdade, mas, na verdade, até hoje sofremos discriminações por conta da cor da nossa pele. O feriado da Consciência Negra não é apenas um dia comum, mas sim para refletir e lembrar que todos somos iguais”, explica Inês, ressaltando que o feriado municipal foi instituído por meio de projeto de lei da ex-vereadora Marilda Ribeiro e o vereador Tony Carlos.

Outra questão que promete ser alvo de discussão na data é a aplicação da lei federal que determina o estudo da história da África nas escolas. Uma norma que, segundo o presidente do Conselho Afro, Evaldo Alves Cardoso, o Saruca, existe há cinco anos, mas que nunca foi seguida nas instituições de ensino. Sobre o assunto, Inês enfatiza que a consciência contra o racismo deve ser ensinada a partir da infância, e, com certeza, envolver a história da África nas escolas colabora muito.

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