Município soma 2.579 nascidos vivos e 1.559 óbitos nos períodos já atualizados pela Saúde estadual
Do nascimento à velhice, os registros de Uberaba ajudam a revelar características de diferentes fases da vida da população. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) traçam um panorama dos dois extremos da trajetória humana: mostram quem está chegando ao mundo, em que condições os bebês estão nascendo e, na outra ponta, a idade e as principais doenças associadas à morte dos moradores. Até o início de setembro, o município contabilizou 2.579 nascidos vivos e 1.559 óbitos, conforme as datas de atualização de cada levantamento.
Entre os bebês que nasceram em Uberaba até 28 de setembro, há um equilíbrio entre os sexos, com ligeira predominância masculina, que representa 50,4% dos registros. O perfil das mães revela concentração na faixa dos 20 aos 34 anos, responsável por aproximadamente sete em cada dez nascimentos. O grupo de 25 a 29 anos lidera, com 660 registros, seguido pelas mulheres de 30 a 34 anos, com 584, e de 20 a 24 anos, com 560.
Um dado também preocupa: também foram registrados dez nascimentos de mães entre 10 e 14 anos e 229 entre meninas de 15 a 19 anos.
A forma como essas crianças chegam ao mundo também chama a atenção. As cesarianas representam quase dois terços dos partos realizados no município. Foram 1.626 procedimentos, o equivalente a 63,1% dos nascimentos, enquanto os partos normais somaram 953 registros, ou 36,9%.
Vida e morte
Na outra ponta da vida, a idade aparece como um dos aspectos mais marcantes do levantamento de mortalidade. Dos 1.559 óbitos registrados até 2 de setembro, quase metade ocorreu entre moradores de 70 a 89 anos. A faixa de 80 a 89 anos concentrou o maior número de mortes, com 386 registros, seguida pelo grupo de 70 a 79 anos, com 350. Outros 197 moradores tinham entre 90 e 99 anos, enquanto 12 tinham mais de 100 anos.
As causas das mortes também ajudam a compor esse retrato. As doenças do aparelho circulatório lideram os registros, com 332 ocorrências. Na sequência aparecem as doenças respiratórias, com 274, e as neoplasias, que englobam os diferentes tipos de tumores, com 263. Juntas, as três categorias respondem por mais da metade dos óbitos contabilizados. O levantamento também aponta 25 mortes de crianças com menos de um ano e outras sete entre um e quatro anos.
Na comparação com o ano passado, os números de 2026 ainda estão longe do total anual. Uberaba registrou 3.616 nascimentos ao longo de 2025, contra 2.579 contabilizados até 28 de setembro deste ano. Na mortalidade, foram 2.732 mortes em todo o ano passado, enquanto o levantamento atual soma 1.559 até 2 de setembro. Uberaba aparece na sétima posição entre os municípios mineiros em número de nascimentos e na sexta colocação em mortalidade geral.