CIDADE

Doenças de época lotam Hospital da Criança e usuários reclamam

Na noite de segunda-feira, o hospital ficou lotado, com mais de 45 pessoas aguardando atendimento, o que gerou reclamações

Geórgia Santos
Publicado em 03/04/2014 às 09:59Atualizado em 19/12/2022 às 08:22
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Demora no atendimento no Hospital da Criança gera reclamação de usuários. De acordo com a pintora Andressa dos Santos, na noite de segunda-feira, 31 de março, ficou por horas no hospital, esperando pelo atendimento da filha dela, de apenas oito meses, que tossia e vomitava bastante. Depois de tanto esperar, ela deixou o local já de madrugada, sem passar pela consulta médica, e nem mesmo fazer a ficha. Os transtornos na verdade começaram do lado de fora do hospital. Segundo Andressa, vários pais ficaram revoltados quando foram informados de que nenhuma criança seria atendida, pois o local estava lotado, com mais de 50 pessoas aguardando.

“Eram sete crianças que aguardavam do lado de fora do hospital para ser atendidas. Todas elas passando muito mal, inclusive uma chegou a desmaiar. O pai ficou desesperado e nem assim uma médica nos atendeu. O que nos disseram é que não era mais possível atender nenhuma criança, pois o local já estava lotado. Isso deixou todos revoltados. Estavam negando atendimento e isso não é certo. Mesmo que demore, temos o direito de passar pela consulta médica, mas não nos deram nem mesmo a oportunidade de esperar”, diz.

Segundo Andressa, depois de muito insistir, acionar a imprensa e, também, a Polícia Militar, é que a deixaram entrar no hospital, mas neste momento muitos já haviam desistido. Sem esperança, voltaram para casa, pois já era tarde demais. “Fiquei esperando, porque a situação da minha filha me deixou preocupada e não desisti. Consegui entrar no hospital, mas também não fui atendida, nem mesmo fizeram a ficha. Saí do local já de madrugada, sem um diagnóstico e nem mesmo um tratamento. Além disso, quando consegui entrar, eram apenas cinco crianças aguardando atendimento; a fila estava pequena e nem assim tive resultados”, afirma Andressa.

Neste período do ano o movimento nos hospitais, principalmente no da Criança, é maior devido à incidência de doenças respiratórias durante o outono e inverno. De acordo com informações repassadas pela administração do Hospital da Criança, não foi negado o atendimento a esses usuários e isso nunca aconteceu e nem vai acontecer no local. Em dias de muito movimento, que normalmente é na segunda-feira, quando há muitas crianças que já fizeram a ficha aguardando atendimento, acontece a suspensão da confecção de novas fichas até que diminua a quantidade de pessoas que estão aguardando atendimento. Esta medida é adotada para evitar tumulto e até mesmo para o conforto do usuário, que não precisa esperar no hospital por muito tempo para ser atendido. E foi o que aconteceu na noite de segunda-feira. Segundo informações do hospital, por volta das 20h, mais de 45 pessoas aguardavam na fila de atendimento.

Vale ressaltar, ainda, que os atendimentos de urgência são preferenciais, independente do horário. Se uma criança chegar ao Hospital da Criança e for um caso de urgência, será atendida no mesmo instante. Se não for caso de urgência, vale lembrar que existem outros locais, como as Unidades Básicas de Saúde ou até mesmo a Unidade de Pronto Atendimento do Parque do Mirante, que realizam esse tipo de atendimento.

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