Para a maioria das pessoas, a Páscoa remete à lembrança infantil da busca pelos ovos de chocolate e pelas festas envolvendo a figura do coelho, por representar a fertilidade
Para a maioria das pessoas, a Páscoa remete à lembrança infantil da busca pelos ovos de chocolate e pelas festas envolvendo a figura do coelho, simbolicamente relacionada à data por representar a fertilidade, nascimento e a esperança de novas vidas. Tanto no significado judeu quanto no cristão, a Páscoa refere-se à esperança de uma vida nova, especialmente porque simboliza a ressurreição de Cristo, após a crucificação. E é esta a ideia que o administrador apostólico, Dom Roque Oppermann, pede que a comunidade passe a exaltar nos próximos anos.
Dom Roque lembra que o Domingo de Páscoa é a maior celebração cristã, isso porque é a data em que se festeja a grande vitória de Jesus Cristo sobre a morte, demonstrando ainda sua preocupação em nos encaminhar para uma vida nova. “Essa data é tão importante que nós a celebramos semanalmente. Todos os domingos são uma pequena Páscoa. Nós estamos como que retornando sempre ao mesmo motivo. Celebramos o mistério do Senhor o ano inteiro, não é uma festa somente”, afirma.
Dom Roque lembra que a sociedade atual vive de juros de dinheiro que outras pessoas colocaram no banco. “Quem de fato celebra a Páscoa é um pequeno grupo e os demais entram na sombra dessa festa para ir para sítios e viagens, procurando aproveitar não o motivo religioso, mas os dias livres. Creio que estas pessoas têm uma notícia incompleta da vitória de Cristo. Penso que passada a Semana Santa, a única recomendação é de que as pessoas, no próximo ano, revejam esta posição e não façam da Semana Santa o feriadão em que se pensa em tudo, como churrascada, passatempo e caçadas, menos na paixão e morte de Jesus e Sua ressurreição. Não podemos perder o sentido verdadeiro que é a celebração da Semana Santa”, ressalta Dom Roque.
Episcopado. A menos de um mês para o fim de seu episcopado, que se encerra no dia 1º de maio, Dom Roque Oppermann revela que os últimos dias de serviço como arcebispo de Uberaba estão sendo dedicados à “limpeza das gavetas”, ou seja, em manter a casa em ordem e finalizando os encaminhamentos iniciados. “Continuo resolvendo os problemas, encaminhando as coisas, fazendo tudo funcionar e deixando tudo preparado para o novo arcebispo, Dom Paulo Mendes Peixoto, entrar e se encaixar imediatamente dentro dos acontecimentos da nossa querida Igreja Particular de Uberaba”, frisa.