Depois de encontrarem um andarilho com sinais de embriaguez e apresentando mal-estar na rua Tristão de Castro, na manhã de sexta-feira (1°), algumas pessoas decidiram acionar o Samu para que o mesmo fosse atendido. Porém, elas ficaram indignadas com os procedimentos dos órgãos, os quais questionam a real situação da pessoa atendida antes de ir até o local solicitado.
O Samu foi até ao local algumas horas depois, segundo a moradora Odete Carvalho, que estava revoltada com a situação. “Eles vão esperar o rapaz morrer para ajudar. Ele é um ser humano e não um cachorro”, disse, revoltada.
A coordenadora do Samu, Monica Yamauchi, informou que esse tipo de situação é normal. As pessoas, ao verem alguém caído na rua, costumam se desesperar, porém o trabalho do Samu e do Corpo de Bombeiros precisa ser criterioso para que possa atender toda a cidade, com atenção, qualidade e rapidez.
A coordenadora alertou sobre os procedimentos necessários a seguir quando encontrar alguém precisando de ajuda no meio da rua. “É preciso ligar para o número 192, em que um médico orientador possa verificar a situação de quem está passando mal. O médico ira instruir métodos básicos para que os sinais vitais possam ser testados, e, conforme a resposta, o procedimento a ser seguido será definido”, explicou.
No caso da reclamação, o rapaz encontrado na rua estava com sinais de embriaguez, e nessas situações o Samu orienta que a Ronda Social seja chamada, pois essas pessoas costumam se negar a receber medicações. O rapaz é um andarilho conhecido pelos registros do serviço de saúde e foi levado até a UPA do bairro São Benedito e liberado assim que apresentou melhora. Os funcionários orientaram para que ele procurasse o Albergue para encontrar moradia.