Por sua vez, o secretário de Planejamento, Karim Abud Mauad, explica que assim como em outras praças, a prefeitura autorizou a construção do tablado. “Foi legalmente permitido, conforme as determinações, dentro dos trâmites normais, inclusive o proprietário do bar tem que cuidar da praça. E, além disso, existem limitações, como o horário de funcionamento e horário para música ao vivo. É preciso respeitar a lei do silêncio, as coisas não podem acontecer na hora e no jeito que quiser, têm regras, inclusive os proprietários do bar são os responsáveis por darem manutenção da praça”, explica Karim, ressaltando que deve prevalecer a política da boa vizinhança, chegar a um consenso através de conversa entre o proprietário e o padre.
Sendo assim, o dono do bar, Rafael de Oliveira, explica que apesar do estabelecimento ter interesses comerciais, preocupa-se também em evitar barulhos e incômodos para os fiéis. “Junto aos interesses comerciais queremos desenvolver um lado social no bairro, adotamos a praça e temos projetos para o local, além da manutenção. Não vai ter música ao vivo no local, o bar é voltado para um público tradicional, queremos manter esta situação. Também vamos respeitar o horário estabelecido pela prefeitura, sem som alto, apenas som ambiente, iremos respeitar as obrigações. E além disso, penso em ter uma parceria com a igreja para desenvolver atividades na praça”, explica Rafael.