Além de problemas com a conexão on-line, usuários de telefonia fixa da cidade também tiveram dificuldades em utilizar os serviços de voz
Atividades profissionais e de lazer relacionadas à internet estiveram prejudicadas ontem em Uberaba. Além de problemas com a conexão de dados on-line, usuários de telefonia fixa da cidade também tiveram dificuldades em utilizar os serviços de voz. A oscilação, que durou cerca de três horas, afetou inclusive o funcionamento de serviços bancários.
De acordo com nota divulgada pela assessoria de comunicação da Algar Telecom/CTBC, um duplo rompimento de fibra ótica na rede afetou os serviços de voz e dados nos municípios de sua atuação, causando, para alguns clientes, lentidão na conexão à internet e eventual dificuldade na realização de chamadas. Um dos danos ocorreu entre Uberaba e São Joaquim da Barra e o outro aconteceu entre Pará de Minas e Nova Serrana. Os dois casos foram atendidos prontamente pelos técnicos, mas a causa ainda não foi apurada, embora os serviços já estejam normalizados.
Vale lembrar que situações semelhantes já ocorreram anteriormente. Em fevereiro deste ano, usuários ficaram totalmente desconectados das 13h30 às 18h. Na ocasião, o rompimento de fibra ótica que interliga a rede de internet internacional, localizada no Rio de Janeiro, causou instabilidade no acesso a sites de domínio internacional, tais como Google e Facebook.
No ano passado, um duplo rompimento de fibra ótica em duas rotas distintas, sendo Uberlândia/Uberaba e Franca/Ribeirão Preto, ocasionou instabilidade nos serviços de voz e dados, deixando usuários de telefones fixos, celulares e internet sem serviço por uma hora e meia. Problema semelhante também havia ocorrido em 2012, quando causou prejuízos a empresários que dependiam dos serviços para trabalhar e vários bancos da cidade tiveram de fechar as portas, porque os sistemas ficaram fora do ar.
A questão repercutiu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com a criação, em maio de 2013, de Comissão Parlamentar de Inquérito, apelidada de CPI da Telefonia. Relatório resultou na assinatura de um termo de compromisso, segundo o qual as operadoras deviam realizar investimentos visando a ampliar a capacidade de transmissão, instalar novas antenas e outros recursos necessários para melhorar a prestação de serviço, conforme parâmetros adotados pela Anatel.